Lawyer to Lawyer, da Freelaw

#42: Tecnologia, Ensino e Profissões Jurídicas. Uma análise Empírica - c/ Marina Feferbaum

March 11, 2020 Season 2 Episode 22
Lawyer to Lawyer, da Freelaw
#42: Tecnologia, Ensino e Profissões Jurídicas. Uma análise Empírica - c/ Marina Feferbaum
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Lawyer to Lawyer, da Freelaw
#42: Tecnologia, Ensino e Profissões Jurídicas. Uma análise Empírica - c/ Marina Feferbaum
Mar 11, 2020 Season 2 Episode 22

No episódio de hoje, nós faremos uma análise empírica dos impactos da tecnologia na advocacia e no ensino jurídico.

A FGV/SP, por meio do Centro de Pesquisa e Ensino em Inovação, coordenou uma pesquisa com 403 escritórios de advocacia para saber o quanto os advogados estavam inseridos nas novas tecnologias.

Como foi feito esse levantamento? Quais as conclusões dessa pesquisa?

Será que os escritórios de advocacia e os advogados estão preparados para inovar?

Quais os impactos dessas tecnologias no ensino jurídico?

Será que ainda vale a pena fazer direito? Os robôs vão acabar com os advogados?

Quais são as novas profissões que estão surgindo no direito?

No episódio de hoje do #lawyertolawyer, Gabriel Magalhães entrevista Marina Feferbaum.

Ela é Doutora, Mestre e Graduada em Direito pela PUC SP. É professora,  Learner Designer (Kaospilot), coordenadora da área de Metodologia de Ensino e do Centro de Pesquisa e Ensino em Inovação, da FGV/SP.

Referências citadas durante o episódio
1) Pesquisas do CEPI da FGV DIREITO SP

2) Artigos do CEPI sobre o tema


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Música utilizada no Podcast: www.bensound.com

Show Notes Transcript

No episódio de hoje, nós faremos uma análise empírica dos impactos da tecnologia na advocacia e no ensino jurídico.

A FGV/SP, por meio do Centro de Pesquisa e Ensino em Inovação, coordenou uma pesquisa com 403 escritórios de advocacia para saber o quanto os advogados estavam inseridos nas novas tecnologias.

Como foi feito esse levantamento? Quais as conclusões dessa pesquisa?

Será que os escritórios de advocacia e os advogados estão preparados para inovar?

Quais os impactos dessas tecnologias no ensino jurídico?

Será que ainda vale a pena fazer direito? Os robôs vão acabar com os advogados?

Quais são as novas profissões que estão surgindo no direito?

No episódio de hoje do #lawyertolawyer, Gabriel Magalhães entrevista Marina Feferbaum.

Ela é Doutora, Mestre e Graduada em Direito pela PUC SP. É professora,  Learner Designer (Kaospilot), coordenadora da área de Metodologia de Ensino e do Centro de Pesquisa e Ensino em Inovação, da FGV/SP.

Referências citadas durante o episódio
1) Pesquisas do CEPI da FGV DIREITO SP

2) Artigos do CEPI sobre o tema


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Gabriel:   0:16
as melhores práticas de gestão, inovação e tecnologia no Direito. Meu nome Gabriel Magalhães bem vindo ao longo de esse, pode querer foi oferecido pela Frilot a forma mais segura para aqui no seu escritório de advocacia contrata advogados online e sob demanda. Eu sei que talvez você nunca pensou nessa possibilidade, mas agora você pode realizar parcerias com advogados especializados em qualquer área do direito, de acordo com a sua necessidade. É só entrar no site da vida, dado ponto frio ponto ou enviar a descrição do serviço que precisa ser deputado, as orientações, o prazo, e aí só aguarda mais acontecer e você visualizar as propostas dos profissionais. Faça parte agora da nossa comunidade realmente o portifólio de serviços jurídicos que seu escritório oferece aos seus clientes, as advogadas. Olá, advogados. Sejam bem vindas, Sejam bem vindos a mais um lote goiana, frilot enorme, Gabriel Magalhães. E é um prazer estar aqui com vocês novamente. No episódio de hoje, nós faremos uma análise empírica dos impactos da tecnologia, tanto na advocacia quanto no ensino direito. E aí a gente vai trazer uma profissional que eu já vão apresentar. Para vocês, que coordenou uma pesquisa com quatro cintos e três escritórios de advocacia do Brasil para saber com inseridos esses escritórios estavam na tecnologia. O que que eles descobriram nessa pesquisa? Como que esse levantamento foi feito? Será que os escritórios do Brasil estão preparados realmente para investir em tecnologia e também para inovar pouco impacto dessas tecnologias no ensino jurídico? Será que vale a pena fazer direito com tantos advogados que estão se formando? Os robôs eles vão acabar com os advogados. Quais são as novas profissões que vão surgir no Direito? Eu tive o prazer de debater todos esses temas com a Marina Ferro. Ela é doutora, mestre graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ela também Lana diz a professora e coordenadora da área de Metodologia de ensino e também do Centro de Pesquisa e Ensino à Inovação deve haver direito São Paulo. Ela também tem uma atuação de pesquisas, tanto em direitos humanos quanto no sistema jurídico africano, no ensino jurídico brasileiro, e também sobre metas de ensino e tecnologia de Direito São Paulo Ela também coordenou o Observatório do Ensino de Direito e cursos de pós graduação lato sensu. Ela também foi professora da pós graduação nas disciplinas de Metodologia científica internacionalização das áreas jurídicas. Ela já publicou, organizou diversas obras sobre direitos humanos, ensino jurídico, de metodologias participativas de ensino, além de ministrar cursos de formação docente pelo Brasil. E o mais interessante sobre a Marina, que no episódio de hoje ela consegue realmente unir a academia ao que a gente precisa nos dias de hoje, que é a partir da academia, a gente criar dados que podem ser utilizados tanto para melhorar o ensino, quanto para conscientizar o mercado dos problemas que a gente tem hoje do que a gente pode fazer diante disso. Eu convido você que fique até o final dessa entrevista Tem certeza que vai valer o tempo investido até logo Oi Marina seria bem vindo ao Haiti? Loya não pratiquem? Servia que hoje

Marina:   4:06
eu que agradeço Gabriel É uma honra receber esse convite. Haiti vocês, Muito obrigada!

Gabriel:   4:13
Muito obrigado, Marina Eu já li alguns artigos que você aí nu com juros de outros veículos e admiro bastante seu trabalho. Eu estou muito curioso para saber sobre essas pesquisas que você lidera. E sobre inovação e tecnologia, o que você mais conta, o porquinho para os colegas ouvintes, Um pouco mais sobre essas pesquisas que, por que você conduziu. E o que você aprendeu com essas pesquisas

Marina:   4:42
legal, com o primeiro botado? Bom dia a todos! E todas que estão ouvindo. A gente tem aqui na escola, na Fundação Getúlio Vargas, feito muitos trabalhos para entender um pouco como é que tem funcionado o mercado jurídico de fato, porque o que a gente sente é uma angústia muito grande para entender o que de fato está acontecendo nesse mercado. Quais mudanças que a tecnologia tem imposto? Que tipo de ferramenta dos escritórios de fato estão usando adquirindo? Então, parece ser a sensação que a gente tem de hobby conversar com muitas escritórios. É que isso é uma definição que uma aluna minha falou uma vez parece que você vai tomar um copo de água e vem, garante tanta informação atenta, serviço, tanto a oportunidade que os escritórios ficam muito perdidos assim um milhão de navegar e como navegar Diante de toda a todas essas informações,

Gabriel:   5:48
Marina disse Combate interrompido, Mas quando eu comecei a estudar sobre direito e tecnologia, eu fui um evento no hotel, confronto da Restart e aí tinha tanta tecnologia sair do evento, foi, assinou Se eu quero aplicar o quero usar alguma coisa e eu realmente não conseguiu encontrar uma solução na minha realidade na época,

Marina:   6:12
exatamente isso angustiou. Acho que muitos escritórios das pessoas que têm que tomar decisão ou porque o cliente também pressionam por quem. Quem acha que está perdendo alguma coisa, mas enfim, é um mercado realmente que está em transformação. E aí nós, enquanto faculdade de Direito, a gente tem muito interesse esse mercado para a gente conseguir formar nossos alunos, entender que competências e habilidades esse mercado buscando, para que a gente possa, de fato, desenvolver isso também. Enquanto faculdade de direito, um pouco a gente faz mais adiante sobre isso, mais a pesquisa em si, ela foi para entender qual que é o grau de inserção tecnológica dos escritórios. Será que os escritórios hoje estão preparados para a tecnologia? É um passo até um pouco antes de entender como esses escritórios têm feito gestão de conhecimento, Porque a gestão de conhecimento, por exemplo, como você salva o seu documento ou minoritária, por exemplo, dois mil e dezanove como um cruzado dois ponto zero três. Isso já é um tipo de gestão de conhecimento. Então a forma como você organiza time lutar essa documentação desse modelo é o primeiro passo para receber a tecnologia e aí sim a gente pode falar em processos de automação. E posteriormente inteligência artificial e assim por diante. Mas a gente queria entender então como a que de fato, os escritórios estão se portando com relação a isso. A gestão de conhecimento que a adoção de tecnologia é gente saiu entrevistando uma pesquisa empírica quantitativa, e a gente entrevistou quatrocentos e três escritórios entre pequenos, médios e grandes para entender. Então você estão preparados. Ou seja, estão se organizando quais tecnologias. E assim por diante encontrou vários dados muito mais interessantes. O movimento do mercado político brasileiro,

Gabriel:   8:32
muito muito legal. Assim, uma coisa que me chama mantém São Marina, é que você numa de uma das faculdades de direito mais respeitadas do país, e a gente está assim, de um lado, a insistência, movimento de tecnologia e inovação no direito e de outro. A gente tem muita crítica à atuação das instituições de ensino, porque muitas pessoas dizem que as grades curriculares estão ultrapassadas. Que as faculdades de Direito não estão preparando os estudantes aí para o para, esse novo mercado. Mas ao mesmo tempo, a gente vê iniciativas muito legal muito legais, partindo da academia como a de vocês.

Marina:   9:18
Isso é uma discussão muito interessante de como as faculdades então devem preparar desse mercado. Tanta movimentação, em que tarefas repetitivas vão ser altamente substituídas por máquinas num primeiro momento e a colocação de de funções. Gente falando aqui de direito vai acabar não, não é isso. As fundos, questões que os advogados fazem aqui vão modificado. E aí nesse nesse contexto, a gente tem hoje mais de mil e quatro e sessenta e quatro cem cursos de direito. Então, o Direito é uma profissão que os dados mostram ainda a profissão. Nos últimos anos a atração mais buscada a gente se pergunta Por que será que as pessoas estão indo continuando aí ou voltando para as profissões mais tradicionais? Por vezes tem a ver também com tecnologia e dois por cento de todo o alunado brasileiro São estudantes dos estudantes Universitários. São estudantes de direito na Europa e procura por essa produção é muito grande e, por outro lado, as faculdades, ela tem é fugindo muito ao papel de treinar, qualificar esses estudantes para realmente querem uma inflação neste mercado tão complexa. A gente vendo muitas muitas aulas expositivas, muito conteudista. Tem uma preocupação muito grande com passar no exame da ordem. Quem ou para concurso público, que são muitas vezes acaba fazendo com que os cursos de Direito virem muito conteudistas. A gente sempre brinca aqui na escola que o rabo não tem cabana ao cachorro, mas o cachorro tem cabanas Faculdades devem atender o ABC atender concursos públicos, mas também a gente não pode esquecer porque a gente está formando pessoas para melhorar as nossas instituições, para melhorar o mercado e assim por diante. E as a gente sente, de fato, pelo que a gente está vendo hoje, nesse ensino tradicional, com perda adicional. É ruim, Mas essa qualificação não está sendo oferecida de uma maneira adequada para todo esse cenário, tentou político quanto de mercado que a nossa sociedade precisa. Então a gente tem olhado muito e feito muitas experimentações, entender perguntas, dúvidas que surgem a quais habilidades que eu preciso ensinar precisa ensinar, empreendedorismo, eu preciso ensina liderança e trabalho em equipe. Comunicação para esses alunos, como o que eu faço isso dentro do currículo e do currículo explícito e não implícito da instituição como como que eu posso integrar isso nas disciplinas, No currículo mais orgânico. Até que ponto essas habilidades são ensinadas nas nossas faculdades de Direito? Como que a gente pode também qualificar nossos professores para trabalhar essas habilidades? A gente passou por um processo isso muito em resposta à pesquisa, que depois, após comentar mais adiante pelos resultados da pesquisa, para entender de fato. Então, como que a gente pode trabalhar isso? Melhor? Então, perguntas como agora? O aluno precisa saber programa a nossa conclusão com relação a isso? Não. Ele não precisa saber programar. A gente não quer formar programadores, mais ou menos e advogados mais ou menos não. A pessoa precisa saber direito e muito, Mas a questão aqui, como a gente está falando de uma chave de multidisciplinaridade cada vez mais forte, tendo uma junção das profissões, a gente precisa entender muito da lógica também numa lógica de programação, como que você desenha uma árvore de decisão e pode traduzir essa árvore de decisão também numa linguagem, que o computador possa lei que trabalhar em cima disso? Então, justamente essa aposta nessa chave de interdisciplinaridade que a gente está olhando bastante,

Gabriel:   14:08
uma questão que eu achei interessante Marina do trabalho de vocês. Primeiro é esse civis e de pesquisa. empírica que eu tô doido para saber os resultados com esses quatrocentos e três escritórios que vocês entrevistaram com objetivo final na de entender como que a gente deve se portar diante desse mercado. E além disso, uma questão que achei bem legal de vocês é que você estão promovendo vários eventos ligados também a tecnologia e inovação. No ano passado mesmo, a gente teve a oportunidade de comparecer em um desses eventos, que foi o Loteca vinte. Herdei, foi um dos eventos mais bem organizados que que o que eu já fui até hoje, que estava conectado realmente academia, com as empresas que estão inovando e também com o mercado e poucas instituições de ensino estão fazendo isso. Então, assim eu estou gostando bastante do que estou ouvindo e e eu queria até te agradecer por isso, porque esse trabalho que você faz, ele tem uma importância muito grande para o ecossistema brasileiro. Eu tenho certeza que vários jovens vão ter muito mais, vão conseguir seguir profissionalmente de uma forma muito mais adequada e assertiva. A partir desses dados,

Marina:   15:27
eu quero ganhar deles com todas as suas colocações, elogia as nossa! Muito, muito obrigada e, enfim, você ter feito parte disso também desta super orgulhosa. Mas assim para trabalhar um pouco essa questão da importância de, acho que é fundamental os centros de pesquisa, enfim tem grupos de apoio de outros núcleos de pesquisa olharem para entender inclusive a própria OAB, para entender a fundo o que está acontecendo nesse mercado. Como conversar produzisse dados? Como isso é muito comum na maior, com base se lixa, disse ter dado sobre absolutamente tudo. Então, justamente para ter uma clareza maior do que você, qualquer realidade que se está vivendo Usain foi um pouco nessa chave que a gente começou a trabalhar a pesquisa. Então a gente fez basicamente três produtos, um produto. Foi essa pesquisa quali. Eu vou contar um pouco agora para conectar com a sua pergunta e uma quantia entrevistando estar tapes e outra que era para contar os resultados das nossas iniciativas de ensino. As principais conclusões que a gente chegou no nosso experimentalismo da nossa grade curricular. Então, com relação à pesquisa, a gente olhou. Então nessa chave de entender para que os escritórios estão fazendo gestão de conhecimento, não é? A gente viu que escritórios com até cinco advogados, oitenta por cento deles não faz não tem nenhuma iniciativa de gestão de conhecimento, enquanto que nos grandes escritórios têm mais de cinquenta advogados. Cinquenta e sete por cento já fazem uma gestão de conhecimento consolidada. Isso é muito importante, principalmente por esse motivo que eu falei que é o primeiro passo de receber tecnologia, mas também existe uma cultura no direito, muito forte que a gente também apareceu nas nossas entrevistas, é de que o advogado também, por ser uma profissão muito tradicional, falar o conhecimento, já está todo mina, então não a tenho muito orgulho de fazer uma peça branco e assim por diante. Então, isso é ruim no sentido. Se a pessoa morre ou se acontece alguma coisa, o conhecimento está nela e não mais naquela escritório, na cada instituição, enfim, onde ele atua. Então, por isso que a gestão de conhecimento é um passo então tão importante que alguns a gente viu aí da pesquisa, que a maioria dos pequenos escritórios eles não têm ainda feito esse tipo de trabalho. Então acho que essa olhar para como a primeira passa a oferecer

Gabriel:   18:38
você falando sobre isso eu tô lembrando de uma frase do livro do professor Richard de seus quinze, que é do último os loiros, ele diz exatamente isso que você trouxe. Ele fala que grande parte dos advogados, eles acreditam que os serviços deles são muito mais personalizados, muito mais customizáveis do que de fato são. E às vezes a gente está fazendo uma petição do zero e não armazenou o conhecimento de uma forma adequada das petições antigas que a gente já fez, esta gastando mais tempo para um serviço que ele poderia estar gastando menos tempo. E, consequentemente, quem vai estar pagando por isso é o cliente final, porque o serviço final vai ficar mais caro para ele.

Marina:   19:19
Exato, não se toca num ponto fundamental assim, inclusive alguns meses atrás, eu assisti a uma palestra do professor David Wilkinson do Centro de Profissões de Harvard e ele trouxe exatamente. O que você está falando assim que ele diz muito que no futuro, o que vai contar muito não é em termos de qualidade, os escritórios vão estar muito similares. Então eles vão ter materiais, o conhecimento de peças, etc. Num nível muito bom para o que vai diferenciar cada escritório, o que chamam de espírito, ou seja, a marca Branding também marca, ou seja, também com experiência em ser um território chinês ou então é por isso que você e aí para continuar a falar um pouco do que a gente achou de Superinteressante na pesquisa, quando a gente perguntou também sobre aí no caso o uso de tecnologia e geração automática de documento por tamanho do escritório. Também chama a atenção que pequenos escritórios não não usam oitenta e três por cento não usam geração automática de documento e grandes escritórios com mais de cinquenta advogados já usam essa geração, essa automação de documentos. Isso mostra que é uma coisa que às vezes não é tão óbvia, mas apareceu claramente claro grandes escritórios, eles estão investindo mais em tecnologia. Talvez eles tenham de fato mais recursos, tanto recurso humano do aprendizado, da inserção da tecnologia, como também recursos financeiros para investir nisso. Mas uma coisa interessante é que a gente vê também o movimento de quem tem postado muito a tecnologia. São bancos que tem investido bastante e as empresas estão começando a internalizar de novo os seus serviços aqui. Então nós terceirizava para escritórios de demandas repetitivas etc. Estão voltando a internalizar Isso pode até ter um vazamento dos grandes escritórios em fim de escritórios por conta desse movimento das próprias empresas. E aí é muito interessante de como que essa adoção de tecnologia tem sido citada pelo pelo mercado. Então tem alguns escritórios. Alguns exemplos que fazem principalmente da demanda repetitiva fazem um spinoff de uma estatal que surge dentro daquele modelo de escritório e começam a vender serviços para outros atores desse mercado jurídico. Outra forma que os escritórios tem atuado com a Lotex Miguel Tex em forma de parceria. Então você você contrata essa parte. Vou contratar a lotar hostis da fazer automação. Aí estão para fazer acordo, fazer para fazer coisas com a Previdência Social em que vão diversificando as estatais até para testar, para ver como funciona. E um terceiro modelo também, que a gente tem que estar de intermediação, porque às vezes uma alô técnica não tem um especialista na área jurídica, não é um grupo de engenheiros em que tem ou têm pouco contato com isso, e aí justamente para assinar um dos escritórios de advocacia e começam a eles como intermediários desse mercado. Então, enfim, são modelos que surgem na de utilização destas Liga ao Texas, que tem bem bem interessante que a pesquisa revela isso. Eu acho que é uma discussão um ponto que a gente vai começar a discutir fortemente aqui no Brasil. Que seja uma discussão internacional fortíssima. Aliás, eu acho que a discussão do momento, que é a regularização ou não da profissão jurídica até que ponto que a gente vai regularizar. Enfim, a entrada dessas Lotex Miguel teve ou não? Em que a iniciação à OAB vai ter um papel muito importante aí para ajudar nessa comunicação, nessa evolução do mercado. E assim por diante.

Gabriel:   24:20
Você tem alguma opinião formada sobre esse ponto polêmico?

Marina:   24:26
Polêmico mesmo, Olha, é uma uma questão bem bem um complexo a mesma porque tem interesses diferentes, diversos interesses opostas, o que eu acho muito importante. A gente tem uma transparência do que está acontecendo no mercado e eu acho que um papel muito importante das instituições é oferecer as pessoas, os dados, oferecer com transparência o acesso a todo tipo de informação para ter uma clareza nas decisões. Assim, as coisas no mercado jurídico brasileira ficam de certa maneira no escuro, porque, enfim, acaba sendo uma briga sem dados etc. Mas é uma discussão extremamente complexa. Existem países que são mais que não regularizam tanto, então, se entrar em sites como loiras, Você vê que na Inglaterra são a primeira de perguntas e respostas, já soltam petições em quem tem vagas. Iniciativas principalmente com coisas simples, como celular, atraso de avião e e tem lugares são muito mais regulados como no Brasil. Tem inscrição, obrigatoriedade de ter passado no exame da OAB também nos Estados Unidos. Mas realmente o mercado vai ter que Sérgio Estado de alguma forma, porque a gente não pode ignorar também esse movimento da tecnologia que ela tem que servir para ajudar. As pessoas estão com muito medo da tecnologia, claro, tem uma visão que, realmente a gente tem que olhar. A desigualdade vai cirurgia, mas a gente também tem que olhar quais são. As positividade de tudo isso. Viverá o homem para outras funções. Então, é uma situação que a gente vai ter que parar e debater, envolver vários autores. Mas a gente não pode ignorar a frear. Esse movimento está acontecendo.

Gabriel:   26:46
Eu acho que a gente não pode ter extremos nessa parte, porque, geralmente assim, os defensores da tecnologia geralmente são muito radicais. A favor. Então são a favor de tudo e o lado conservador é contra tudo. Talvez um caminho seja um diálogo maior para a construção de uma solução melhor para todos. Eu também não tenho uma opinião formada sobre isso. Só que, assim, pela minha visão, o pior de tudo é justamente essa questão do radicalismo dos dois lados.

Marina:   27:19
Então, mais isso, do radicalismo dos dois lados. É um movimento que a gente tem visto na sociedade como um todo. Então, enfim, raiz fofinha, tudo é assim. As pessoas hoje têm uma dificuldade muito grande de dialogar. Então, aquela coisa então, vou excluir da minha famíla e ponto final. Não vou conversar com pessoas que não pensam como eu esse problema das bolhas que têm surgido também pela tecnologia. Enfim, vai se comunicando com pessoas que pensam em você, a existência de uma marca da nossa sociedade. E isso também se classifica, se demonstra, se revela nesse debate. E aí os conservadores radicais desse assunto específico, mas, infelizmente, uma marca da sociedade. Hoje eu acho que é um ponto que a gente tem que refletir muito claramente quando a gente está também na sala de aula com nossos alunos, é colocar esses alunos brasília- alugarem para trabalhar. A comunicação da comunicação não violenta para escuta, escuta ativa para trazer enfim, para formar também mais ser humanos melhores em todas essas habilidades que são fundamentais assim, principalmente o advogado Luís e assim por diante,

Gabriel:   28:51
não muito legal, concordo muito que você trouxe, lembrando que quando estava no seu currículo, vi que você já tinha escrito também sobre direitos humanos. Deu para perceber agora um pouquinho só fala um pouquinho desse lado bacana, Eu queria saber uma questão Marina, assim você acha que no final das contas, as infraestruturas, a análise de todas as cidades que você coletou, você Acho que os escritores eles estão preparados para usar a tecnologia hoje. Porque assim eu vi que, pelo que atingir em geral os grandes escritórios, eles utilizam mais tecnologias, usam mais automação de documentos e outras tecnologias. Ele estão disponíveis para eles como resolução online, disputas que é o foco maior, esse tipo de de empresa que trabalha com um contencioso de massa. E, por outro lado, as vezes os pequenos não estão utilizando tanto. Só que pela minha percepção empírica também, que o cinto. Aqui de um lado, grande parte das soluções que existem, elas estão focando, mas nesses escritórios grandes do que nos pequenos. E aí os pequenos realmente muitas vezes, eles não tinham curso para utilizar o que você acha sobre isso?

Marina:   30:10
Bom, acho que são reflexos também muito Não só a gente tem no Brasil assim, com textos de advocacia completamente diferentes. Assim não pode comparar a cidade de São Paulo com o interior da Bahia e assim por diante. Então, a realidade que se impõe hoje na advocacia brasileira, ela é muito, muito diversa. E a gente sabe que a maioria dos escritórios são pequenos escritórios e de fato, que tem movimentos tanto para olhar para pequenos escritórios para facilitar a vida, como também esses produtos de grandes escritórios. Mais um movimento que eu sinto que eu acho que é isso que tem sido colocado assim. Muitos dos eventos que a gente tem acompanhado é que a tecnologia ela precisa ser desenhada, muitas acordo com as necessidades daqueles territórios, com a lógica de atuação daquele local, daquele que está inserido, O que o que a gente tinha antes do que a gente chama de ano, sai de ficção. Então hoje fala de agora de dessas contesta. Para daí, de fato, a tecnologia, muitas vezes a gente vai comprando e contratando um monte de entrevistas para fabricadas, que às vezes para a necessidade daquele escritório não faz sentido. Então a gente tem que ver muito isso. Então tem muitas mercados diferentes. Até a própria petição online criou um mercado também tem. Tem locais que atuam simplesmente para auxiliar advogado da fazer esse questionamento online. São, por exemplo, então, a realidade brasileira é muita, muita diversa para a gente trabalhar a tecnologia e a resposta? Não, não estamos preparados para receber tecnologia. Principalmente por isso, porque o contexto brasileiro, cheio de pequenos escritórios, até as dezesseis que você falou, não faz sentido você adotar tecnologia tendo em casos muito variado para trabalhar. Mas então, entender um pouco, então investir ainda alto para isso. Então, assim acho que pela nossa pesquisa, como os pequenos escritórios até não não estão ainda dando esse passo, com tanta firmeza de gestão de conhecimento, a gente não consegue ainda nem falar em adoções. Tecnologia

Gabriel:   33:15
Assim considerando essa diferencia dos tipos de escritores, você vê algum perfil de banca, de advocacia que está mais ou talvez menos ameaçada nesse cenário atual.

Marina:   33:32
O que a gente, a lógica que a gente vê, muito, olhando, principalmente num primeiro momento, para demandas que são muito, muito repetitivas, então aquela questão que a gente fala muito direito, ter virado contador contra houver esse tipo de tarefas, elas estão muito a serem extintas e porque a máquina faz melhor, mais rápido e sem poucos desgastando. Então isso isso é uma questão, e e uma coisa também é importante é que quando a gente quando era estagiária, assim por diante, você passa por um processo também de aprendizado para hoje. Na mais assim, mas de até o fórum de buscar as informações, de fazer pesquisas de jurisprudência que faz parte do seu aprendizado. E uma coisa que vai começar a ser discutido, inclusive são, mas são muito fortes na Escócia da Inglaterra, os escritórios não estão mais abertos a investir nessa lo, nesse profissional no começo da carreira, Porque muito da nossa formação, da de convívio no escritório, da aprendizagem, da prática profissional, no direito, isso se dá muito nesses primeiros anos. Então, e fazendo essas demandas repetitivas, enfim, se começa com coisas mais simples e, no momento que só automatizado, interna tecnologia, para quem que vai Esse custo da formação, então, tem lugar dos que já está discutindo, além de um se passar no você vai ter que fazer um ano de curso para aprender a lidar com a sina, cada das tecnologias etc. Para daí ter uma qualificação, outra para daí poder ir para o escritório. Então essa discussão de ter essa pirâmide não vai sim. Vai se modificar bastante também na base aí por esses estudantes. Aí é isso que a gente está muito preocupado e olhando também faculdade de Direito, como que a gente pode a quem que vai suprir isso Tem que ser no ambiente do ensino da faculdade, como pode suprir. Então, todos, Se essa formação inicial, que os escritórios, empresas, órgãos não estão querendo mais gastar dinheiro, investe nesse sentido. E aí uma coisa que a gente pensou muito nesses últimos três anos foi feita uma reforma no currículo para poder também. A gente sempre teve um ensino muito centrado no aluno clandestinamente, senão participativa, uma metodologia muito diferentes, também da metodologia de ensino tradicional. A gente começou a também tem espaço para trabalhar dentro da grade, com projetos, projetos multidisciplinares com atores diferentes, com uma realidade com afetado justamente para expor esse aluno aluna, para todas as regulação em todos esses desafios, que essa nova realidade da tecnologia, das mudanças, eles impõem. Então, um exemplo que trabalhou em uma das disciplinas cada sobre internet criança. Foi, justamente por exemplo, mirins, que é algo muito, muito popular e que as crianças muito dinheiro fazendo o vídeo da década. Mas qualquer limite disso, como que a gente regula esse tipo de situação, a trabalho educativo não é esse presidentes, Então são discussões muito difíceis aí dessas novas tecnologias que surgem, e aí o estudante. O advogado também disse estar muito preparado para aprender a aprender para tudo Vai mudando muito rápido. Então, como você tem um raciocínio jurídico muito para o fundo, para conseguir construir regulações de todos esses esses movimentos, aí seja um poço pela internet, seja por uma cidade inteligente, é mudar a forma como usa o transporte público. Cinco diante

Gabriel:   38:34
Eu acho que o problema é que investem no Brasil. Aqui assim são como você disse isso, salvo engano, mil e quatrocentas faculdades de direito. Talvez mais do que isso e o problema que grande parte delas não são boas. E aí acaba que existem profissionais preparados que não entendem o básico, que deveriam saber o direito, muito menos de tecnologias e outros métodos, e mais efetivas para resolver os problemas dos seus futuros clientes. E isso tem um mercado de pessoas mais preparadas e, de outro lado, com esse número de faculdades, investir um número cada vez maior de advogados que vão estar se formando e nos próximos anos, e vão estar integrando esse mercado de trabalho em um cenário que a gente tem gente que fala do robô que vai acabar com a produção do advogado e tem gente Paulo com o mercado está muito saturado. Vocês enxerga isso de uma forma otimista, pessimista, que você acha ainda vale a pena fazer direito. Existe espaço ainda nesse mercado volátil e também competitivo.

Marina:   39:46
Isso é muito importante. Está colocando porque nunca vi. Foi em tantas palestras que os pais estavam preocupados. Assim, Mais será que vale a pena meu filho investir em direito, já que somos um país com trocentos advogados, muitas faculdades de direito, como navegar? Como encarar isso de uma maneira que possa garantir que é seguro e e a grande questão aqui sempre tem espaço para pessoas boas pessoas qualificadas. O cuidado que tem que ter é justamente preparar em universidades que são sérias, enfim, não o curso de direito. É um curso muito, muito barato. Então, ele precisa de um professor e de carteira barato para as instituições. Então, ele é um posto que é fácil construir assim, nesse sentido. Então a gente, a gente precisa pensar muito. Será que de fato esse acesso à universidade tem qualificado como que a gente pode melhorar esse acesso, que é tão importante? A gente dá acesso, mas dá acesso aqui, tipo de ensino no ensino de qualidade, a gente está vendendo um sonho, uma profissão que nunca vai desistir, foi justamente por não ter uma qualidade boa, a instituição de ensino, então o mercado de direito. De fato, a gente não consiga mais advogadas, ele está se apurado. A gente tem muitas muitas advogadas, mas a gente sempre sempre tem espaço para pessoas boas. É o princípio da não só no mercado da advocacia, mas no Judiciário, no ministério público, a gente precisa de pessoas qualificadas. Pessoas que estão pensando a instituição estão pensando em construir uma sociedade melhor e assim por diante. Então tem um preço, sempre tem espaço para esses bons profissionais.

Gabriel:   41:58
Muito obrigado, marinas que muito muito bacana, conversa com você. Você trouxe muitos dados, nem sempre gosta de ressaltar aqui na frente, logo que a gente confia nos dados. No resto, só em Deus que a gente pode confiar, então é muito bom caminho. Tem uma pessoa que conversou com tanto escritório de advocacia e realmente conhece esse mercado de forma empírica mesmo. Eu queria saber se você tem algum recado final, tanto para os advogados mais jovens. Eventualmente, os estudantes que estão nos escutando quanto também para os para o escritório de advocacia, tanto os pequenos quanto os grandes.

Marina:   42:37
Eu acho que a questão até fazer esse comentário de Ai você, pessimista, é otimista com a tecnologia, que depende muito de como você. Enquanto pessoa. Eu sou uma pessoa otimista. Logo, também consigo ver coisas positivas, mas isso tem que ter uma visão muito crítica sobre a tecnologia também. Então, eu acho que é um pouco isso de não se desesperar. A gente está num raio. Vamos assim se o uso de tecnologia e um tanto quanto perdido, com relação a isso. Mas acho que a melhor forma, entendendo o mercado gostar o máximo de informação, conversar o máximo possível da sua troca de experiência e agregar um movimento muito legal que a gente viu também na pesquisa, é que os escritórios pequenos também estão se associando para poderem coletivamente colaborativamente. Investe em tecnologia de um jeito interessante. Então, isso também é um movimento de venda ilegal assim do mercado. Essa colaboração enfim poderá. Por isso acho que quanto mais a gente conhece, menos medo as incandescentes

Gabriel:   44:01
sobre isso. O escritório de escritórios pequenos gente vê muito isso na free lota, porque o nosso modelo de trabalho é o perfil majoritário dos nossos clientes. Atualmente, tiver muitos escritórios pequenos se associando uns aos outros e buscando realmente colaborar e aumente, conseguir crescer, aumentar o portifólio e serviço que oferece aos clientes conseguir serem ser mais competitivo comparado aos grandes. Porque vários pequenos unidos eles conseguem ter uma estrutura maior, consegue usar tecnologia de uma forma mais assertiva, conseguem captar mais clientes e uma estrutura enxuta que vão ter custos mais baixos e, naturalmente, o cliente final acaba ganhando. Acredito muito nesse modelo.

Marina:   44:48
A data também.

Gabriel:   44:50
Muito obrigada de novo Marina. Gostei muito de conhecer mais o seu trabalho de novo. Muito obrigado pela disponibilidade. Está falando com a gente. Eu sei que foi difícil conseguir uma agenda e assim agradeço muito pela generosidade, pela humildade de compartilhar todas as cidades conosco. Tem certeza e que esses dados aí vão vão contribuir muito para futuras pesquisas. Eu espero que vocês é que estão executando episódio. Se quiserem se inscrever, fazer mais pesquisas sobre o mercado, acho que o mercado precisa. Então você já tem aqui vários dados, que vocês podem se embasar na descrição do episódio. A gente vai deixar tudo os relatores completos todas essas pesquisas aqui que a Marina citou durante o episódio e, certamente podem ser úteis para vocês. E fora isso. Na próxima quarta feira a gente volta com mais um convidado especial. Espero que vocês tenham gostado de episódios. Estiverem gostado, compartilhem com mais algum colega advogado está próximo

Marina:   45:50
da minha parte, chega a Deus! Agradeço imensamente o convite de vocês serem criou negras também discutir todas essas mudanças de uma maneira transparente e a nossa escola em Quinta- de Portas abertas para receber todos os ouvintes do programa para discutir, debater Quinta- ideias também de pesquisa de como a gente pode sempre qualificar esse debate, que é o nosso papel, enquanto a academia também. Então, agradeço

Gabriel:   46:20
muito muito oportunidades