Lawyer to Lawyer, da Freelaw

#41: Desafios da inovação em Grandes Escritórios de Advocacia - c/ Victor Cabral Fonseca

March 04, 2020 Freelaw Season 2 Episode 21
Lawyer to Lawyer, da Freelaw
#41: Desafios da inovação em Grandes Escritórios de Advocacia - c/ Victor Cabral Fonseca
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#41: Desafios da inovação em Grandes Escritórios de Advocacia - c/ Victor Cabral Fonseca
Mar 04, 2020 Season 2 Episode 21
Freelaw

Quais são os desafios da inovação em grandes escritórios de advocacia? 

Como funciona um programa de inovação de um grande escritório de advocacia?

Como encontrar a solução ideal para o seu escritório? 

O que um advogado precisa saber para continuar a ser relevante nos próximos anos? Quais livros e conteúdos os advogados devem buscar?

Um advogado precisa de aprender programação?

O que é o direito da tecnologia? Como as usinas nucleares e os elevadores podem ensinar os operadores do direito a encontrarem soluções jurídicas para tecnologias como os carros autônomos?

No episódio #41 do #lawyertolawyer, Gabriel Magalhães entrevistou o Victor Cabral Fonseca.

"Novos problemas não precisam necessariamente de novas soluções". 


Victor Cabral Fonseca - Especialista de Inovação e advogado na área de Tecnologia & Inovação em TozziniFreire Advogados, Victor é responsável por coordenar o ThinkFuture, o primeiro programa de inovação estruturado por um escritório full-service brasileiro. 

Como advogado, atende clientes de base tecnológica, grandes empresas interessadas em open innovation e startups. 

É graduado em Direito pela FDRP-USP (Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), mestre em Direito dos Negócios e Desenvolvimento Econômico e Social pela FGV-SP, certificado em Inovação Exponencial pela Singularity University (EUA) e professor de Direito em Startups no Insper (SP). 

Coautor de “Direito das Startups”, primeiro livro-doutrina sobre o tema no Brasil, publicado em 2018 pela Editora Saraiva, Victor também escreve diversos artigos sobre as interações entre Direito, Tecnologia e Inovação. 

É mentor do Legal Geek (Reino Unido) e do programa Law Without Walls (University of Miami)

Escute o episódio e compartilhe com seus colegas! Aproveite!

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Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCT6_26wyQV7GXriS0kogw1g

Música utilizada no Podcast: www.bensound.com

Show Notes Transcript

Quais são os desafios da inovação em grandes escritórios de advocacia? 

Como funciona um programa de inovação de um grande escritório de advocacia?

Como encontrar a solução ideal para o seu escritório? 

O que um advogado precisa saber para continuar a ser relevante nos próximos anos? Quais livros e conteúdos os advogados devem buscar?

Um advogado precisa de aprender programação?

O que é o direito da tecnologia? Como as usinas nucleares e os elevadores podem ensinar os operadores do direito a encontrarem soluções jurídicas para tecnologias como os carros autônomos?

No episódio #41 do #lawyertolawyer, Gabriel Magalhães entrevistou o Victor Cabral Fonseca.

"Novos problemas não precisam necessariamente de novas soluções". 


Victor Cabral Fonseca - Especialista de Inovação e advogado na área de Tecnologia & Inovação em TozziniFreire Advogados, Victor é responsável por coordenar o ThinkFuture, o primeiro programa de inovação estruturado por um escritório full-service brasileiro. 

Como advogado, atende clientes de base tecnológica, grandes empresas interessadas em open innovation e startups. 

É graduado em Direito pela FDRP-USP (Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), mestre em Direito dos Negócios e Desenvolvimento Econômico e Social pela FGV-SP, certificado em Inovação Exponencial pela Singularity University (EUA) e professor de Direito em Startups no Insper (SP). 

Coautor de “Direito das Startups”, primeiro livro-doutrina sobre o tema no Brasil, publicado em 2018 pela Editora Saraiva, Victor também escreve diversos artigos sobre as interações entre Direito, Tecnologia e Inovação. 

É mentor do Legal Geek (Reino Unido) e do programa Law Without Walls (University of Miami)

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Gabriel:   0:16
as melhores práticas de gestão, inovação e tecnologia no Direito. Meu nome Gabriel Magalhães Bem vindo ao Loyalty Esse pode querer foi oferecido pela Frilot a forma mais segura para aqui no seu escritório de advocacia contrata advogados online e sob demanda. Eu sei que talvez você nunca pensou nessa possibilidade, mas agora você pode realizar parcerias com advogados especializados em qualquer área do direito de acordo com a sua necessidade. É só entrar no site da habilidade do ponto frio ponto ou enviar a descrição do serviço que precisa ser deputado, as orientações, o prazo. E aí só aguarda mais acontecer e você visualizar as propostas dos profissionais. Faça parte agora da nossa comunidade realmente o portifólio de serviços jurídicos que seu escritório oferece aos seus clientes. Para o advogado, ela advogado, seja bem vindo, seja bem vindo a mais um lote de arte loira Frilot Estamos começando episódio quarenta e um do leite longa. É um prazer estar aqui com vocês novamente o nome Gabriel Magalhães. E hoje eu tive o prazer de receber um dos maiores especialistas e de tecnologia e inovação É aplicada. Advocacia eu conversei com Victor Cabral Fonseca. Ele é especialista de inovação e ele, advogado coordenadora, e do projeto Fique Fit! Do TozziniFreire Advogados, que é o primeiro programa de inovação estruturado por um escritório. Funcionava vice brasileiro. Como advogado, Vitor atende clientes de base tecnológica, grandes empresas interessadas em O Pino, Lixo e também de startups. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Ele é mestre em Direito dos Negócios e Desenvolvimento Econômico e Social pela FIFA em São Paulo, que ele tem certificado pela Singularity University em Inovação, ex policial. Além disso, e professor de Direito em startups do Insper em São Paulo e, por fim, o Victor também. Ele é coautor do livro Direito das Startups, que provavelmente vários de vocês já viram. O primeiro livro, Doutrina sobre o tema no Brasil foi publicada em dois mil e dezoito pela editora Saraiva e o Vítor. Também escrevi vários artigos sobre as interações entre Direito, tecnologia e inovação, ele também no entorno, ligá la do Reino Unido e também do programa logo e volte aos da Universidade de Miami. Episódio Hoje está incrível, só pelo pela descrição a Hydro, um pouquinho da trajetória do trabalho do Vitor já dar certamente da vontade para executar o episódio até o final, mas contextualizando um pouquinho que a gente tratou hoje, Victor falou muito sobre os desafios de inovação em grande escritório, advocacia. Então ele foi realmente muito aberto, muito colaborativo e falou, Compartilhou conosco que informações que certamente outro escritório advocacia teria omitido, queriam provavelmente queriam deixar tudo em sigilo. Então ele explicou como que funciona o programa de inovação do TozziniFreire E ele trouxe dicas práticas para atingir o dar encontrar a solução ideal para o seu escritório advocacia. E aí ele ainda traz várias várias provocações. E para você colega divulgado então será que você precisa de aprender E nos próximos anos, para que você continue sendo relevante no mercado? Quais livros e conteúdo você deve buscar? Será que ser precisa de aprender sobre programação? E o que é o direito da tecnologia? E em tempos de carros autônomos? O que que as usinas nucleares e os elevadores podem ensinar aí os operadores de direito encontrarem soluções jurídicas para soluções complexas, com tecnologias parecidas com os carros autônomos? Tratou de tudo isso? O episódio de hoje está muito bacana. Tem certeza que vocês vão gostar e eu já vou sair daqui para esta vacina logo, com o episódio para vocês conhecerem mais sobre a trajetória do Vítor, aproveitou Até lá, evitou Seja bem vindo ao Oeste loira, um prazer estar recebendo aqui. Você é um dos maiores nomes do Brasil, que se trata de inovação na advocacia. Estou duro para conhecer mais sobre os projetos que você está liderando sobre o fim, que tem certeza que você vai agregar bastante para os colegas advogados que estão executando Gabriel,

Victor:   5:13
Tudo bem. Eu que agradeço a oportunidade de poder conversar com o público, dançar com você, participado pode fechar. Eu acompanho há um bom tempo, espero poder contribuir e assim a gente faz um trabalho que possa

Gabriel:   5:27
construir conjuntamente o ecossistema de inovação no direito. Obrigado. Victor conta um pouquinho para gente. Como que você começou a se envolver com a inovação? Você sempre, Desde o início da advocacia, se considera se considera inovador

Victor:   5:42
me considerar inovador. Eu não sei se eu sou a pessoa que poderia julgar isso, mas a gente tenta dar um pouquinho do meu histórico, como que optarem por seguir carreira especificamente nesse sistema. Comecei lá atrás com o pesquisador do Sistema de Direito estatal entendendo e quais eram os desafios jurídicos dessas empresas fica se enfrentavam no seu dia a dia dos empreendedores branco brasileiros podiam ou precisavam se preocupar para prosperar como a maior segurança ali. Eu ainda não estava advogando. Dava na parte acadêmica fazendo pesquisa, fazendo publicações. Escrevendo sobre o tema. Iniciei o mestrado também dando continuidade essa linha de pesquisa, ele era especificamente sobre estar em algum momento a gente que votou para um tempo mais relacionado à tecnologia e o ensino do direito. E naturalmente, ao assumir uma função aqui no escritório de advogado do ecossistema de startups, eu sou um generalista no sul especialista, nenhum tipo de direito, nenhuma área do direito específica, como Tex, como trabalhista como eu sou Janeiro A lista dos principais desafios que está a TAP se enfrentam no seu dia a dia. E, aos poucos, eu também fui assumindo de uma maneira natural a função de um agente de inovação dentro da organização em que eu trabalhava o trabalho até hoje, que é o tozzinifreire em julho de dois mil e dezoito. As histórias acabam se confundindo minha história, história do escritório, porque a gente opta ali naquele momento, em julho de dois mil dezoito, por estruturar um programa de inovação específico para o escritório, que foi oficialmente lançado em setembro, no mesmo ano de dois mil dezoito. E eu fui convidado a trabalhar como o coordenador desse programa. É um momento ali que eu deixo de atuar fortemente como advogado de etapas e passo a ser, de fato alguém que está se dedicando a inovação interna do escritório. Então, meu histórico ele passa por uma fase de primeiro, um contato como acadêmico, com o ambiente de tapes. Depois, como advogado de etapas e agora, como alguém que busca aprender com o sistema, eles tacapes formas de inovar e transformar a nossa profissão. É por isso que hoje eu estou aqui fazendo esse trabalho no escritório, não só a única pessoa que faz isso aqui. Estou à frente do nosso programa, mas a nossa ideia de fazer para a organização como um todo, inclusive o próprio sistema como um todo. Apesar do nosso programa ser um programa de inovação interna, ele tem uma atuação muito forte e é um dos seus objetivos principais. Inclusive é contribuir para o desenvolvimento mais seguro do empreendedorismo da tecnologia e da inovação no Brasil. Então, isso é um pouco do meu histórico que apesar de ter começado mais no meio acadêmico que no profissional hoje me história, acabou se confundindo um pouco da trajetória do tozzinifreire nessa temática e nos trouxe até onde a gente está neste momento em que a gente está conversando,

Gabriel:   8:57
ligar o que você passou por diferentes diferentes cenários, primeiro na vida acadêmica e inovação. Depois, realmente se tornar advogado de startups e agora liderando realmente um programa de inovação, o que me chama atenção, a magnitude que é o TozziniFreire, Nenhum escritório tem mais mil advogados, em São mil advogados mil pessoas, se tornou um dos maiores cantores do Brasil e lidera a inovação. Nenhuma estrutura tão grande como essa,

Victor:   9:29
Um pouco do histórico do escritório, a gente completa este ano, quarenta e três anos de existência. A gente tem, sim, mais de mil pessoas trabalhando aqui de ingressas mil pessoas, aproximadamente metade, um pouco mais da metade. São advogados de formação e atuantes realmente que trabalham nos casos. Participou no dia a dia, de grandes operações e tal. E somos funcionários, o que significa que a gente está em todas as áreas do Direito. A gente é capaz de prestar o serviço em todas as áreas do direito com a excelência que nos trouxe até aqui. Só que ao mesmo tempo que é um escritório não muito recente e um escritório de grande porte no Brasil, a gente também tem uma afinidade muito grande com temas, assuntos e estratégias inovadoras. Desde sim, eu não estou falando só de iniciativas relacionadas ao nosso programa de inovação ou que fazem parte ali da estratégia específica de inovação do escritório, mas alguns movimentos pioneiros que fizeram parte da história do escritório até então. Então, se a gente for olhar para toda a trajetória do TozziniFreire, a gente encontra primeiro escritórios e cinco por cento ou pequenos países. Desde dois mil e seis aqui a gente tem um ambiente que é cem por cento dos países. Nós somos também o primeiro escritório a ter uma área específica para atendimento de estatal, porque inovação isso lá em dois mil e dezesseis e começo de dois mil e dezessete. Então, algumas atitudes que a gente tomou, algumas iniciativas que a gente conseguiu implementar ao longo dos nossos quarenta e três anos de existência, não somente a fundação do programa de Inovação, tornou a tarefa de inovar nessa realidade atual. Não diria que vai se confortado mais mais natural para o escritório como o nosso. Então a gente conseguiu reunir elementos de excelência de uma história bem desenvolvida, não muito recente, de muito tempo no mercado e, ao mesmo tempo também ter um olhar mais criterioso, mais atencioso, porque a gente precisa fazer para continuar nesse nível de excelência, por todo o tempo de existência do escritório, se preparar não só para o futuro, mas para diferentes possibilidades de futuro. Então, trazer um programa de inovação para o escritório, como muitos de Freire, tem desafios, tem toda inovação, ela é cheia de desafios que precisam ser superados de todas as naturezas, e depois eu posso até contar um pouquinho de como que a gente tenta resolver esses desafios. Mas mesmo assim, apesar de ter muitos desafios, é uma coisa que foi muito natural para a gente que sai muito bem. O fluxo aqui de trabalho permite esse tipo de trabalho, esse tipo de iniciativa, esse tipo de atividade que é realmente comportar que dentro de um escritório tradicional brasileiro, o programa de inovação dedicado a planejar essas diferentes perspectivas de futuro, eu

Gabriel:   12:28
acho, ele gosta. Trazendo isso porque a gente está vivendo uma bolha E hoje todo mundo falando sobre transformação digital e realmente tem que se falar sobre isso, porque é preciso que os escritórios se preparem para essa nova realidade. Só que a verdade é que a inovação vem muito antes disso. Então, você trouxe se desde dois mil e seis escritórios. Está pensando de pensão em realmente otimizar o trabalho interno e otimizar fazer realmente práticas inovadoras como o próprio país fez. Depois, quando chega às novas tecnologias, talvez o processo é bem mais fácil. Do contrário, nesse escritório nunca pensou em nada antes. E agora você agora quer implementar novas tecnologias. Talvez o desafio vai ser muito maior. Não sei se você concorda,

Victor:   13:15
eu concordo, mas vamos primeiro fazer um panorama. Eu não posso de associar, Eu acho correto a gente associar tecnologia, inovação como sinônimos. Eu considero as duas coisas diferentes uma boa parte do meio profissional e acadêmico específico de inovação também considera essa Não sei se uma ciência mais uma área à parte, que para de pé, sozinha em troca já falava disso. Schumpeter falou disso. Turistas, inclusive, que morreu recentemente, agora está gravando esse episódio. Em fevereiro de dois mil vinte, morreu agora, faz algumas semanas. Então a inovação ela para de pé sozinha, sem sem a necessidade de se associar a tecnologia, claro, o desenvolvimento tecnológico, o surgimento de novas tecnologias. Ele teve uma relação muito íntima com o que a gente chama de inovação. É uma grande parte da inovação também envolve tecnologia, mas eles não podem ser considerados sinônimos, mas usando o exemplo. Agora, assim, como exemplo a tecnologia e o direito não é uma relação nova. É isso que a gente precisa entender nesse momento. Por exemplo, muito do que a gente leva hoje, o que a gente tem contato de material hoje dia, considera um momento sem precedentes, inclusive chamam isso de advocacia quatro ponto zero, que é um tema que Eu, particularmente não gosto muito. Não gosto muito desse nome porque uma tentativa de estabelecer fases, quando, na realidade a gente tem todo um histórico vai sendo construído ao longo do tempo. E também fica difícil. A gente se vira a chave. Para quando vai ser a cinco ponto zero, nunca sei se a gente ainda está na quarta posição para assim, quando a gente sabe da treze de estar a três e meio, então eu prefiro colocar ali como uma interação entre inovação e direito, que hoje vive um momento diferente. Mas não é algo recente, estão gosto de trabalho para, com dois exemplos, não vou pegar. E a questão da tecnologia para poder ilustrar esses exemplos. A primeiro ponto disso, o que eu chamo de direitos da tecnologia, que não é uma área específica do Direito, mas, basicamente, a sociedade se transformando, gerando desafios para o profissional do direito que envolvem tecnologia. Um exemplo Hoje, fala se muito de carros autônomos. É um novo elemento numa nova tecnologia que vem sendo introduzido aos poucos na sociedade. Que isso gera uma série de discussões jurídicas, movimento legislativo regulatório que objetiva dar as respostas a esses desafios jurídicos. E isso é um exemplo do que eu chamo de direitos da tecnologia. Isso não é novidade porque não é novidade, porque desde que o mundo é mundo, o ser humano desenvolveu novas tecnologias. Quando, lá atrás, a gente levantou um, Machado entendeu que ele tem diferentes aplicações, inclusive algumas homicidas, por exemplo, na sociedade. A gente proporcionou, estudou, e proporcionou e resolveu quais eram as respostas jurídicas para essa nova tecnologia. Então, não é a primeira vez que surge uma nova tecnologia. Certo? A gente teve. Em algum momento, carros foram inventados, introduzidos na sociedade. Desafios jurídicos Um elevador foi inventado, introduzido no ataque na sociedade Desafios Jurídicos. Ou seja, desde sempre a humanidade desenvolveu novas tecnologias e o direito teve que estudar e oferecer respostas legislativas. Outra mesmo jurídicas no estrito senso. Para essas, para essas novas tecnologias, um outro aspecto dessa interação é o que o brinco, mas na verdade existe um fundo de ciência nisso, que a tecnologia do direito, que é o uso de ferramentas tecnológicas na prática jurídica. E também não há novidade porque eu poderia falar não, mas nunca existiu biotec. Agora existe, concordo. Agora está dando o nome de Lotex, mas a tecnologia já utilizada no direito há muito tempo, desde sempre. Um exemplo um artigo muito interessante que foi publicado há uns vinte, trinta anos, que analisava ali a consolidação do mercado jurídico norte americano e coloca no surgimento da introdução da sociedade, das tecnologias como o telefone, como máquina de escrever, como um aumento do nível de investimento que grandes escritórios de advocacia tiveram que ter. Surge ali o movimento associativo que hoje são a Sociedade de advogados. Então, para compartilhar os custos de você ter um telefone que era caríssimo na época. Hoje é obsoleto, mas na época de ponta você se associavam o outro advogado, Vocês compartilhavam o custo e passavam ali a prestar o serviço conjunto. Então a tecnologia já é utilizada no direito há muito tempo. A gente não usou editor de texto desde sem prejuízo maior para escrever no primeiro, a pena em papel, depois, papel e caneta depois máquina de escrever agora, onde? Então os editores de texto são um exemplo de tecnologia e meio? Lembro? Conversei com vários advogados que começaram a trabalhar, essas pessoas ainda estão no mercado. Hoje começaram a trabalhar no momento em que não havia, nem então sem a existência de um e mail, você precisava buscar formas alternativas de se comunicar. Um dia pareceu um email que, hoje em dia, o e mail inerente faz parte do dia a dia de todo advogado. Então alguém me pergunta Você está dizendo que tem essa visão de continuidade, que a gente não está vivendo um momento diferente do que os outros? Não disse isso. O que eu disse aqui, a tecnologia e o direito como exemplo de inovação aplicada ao direito sempre existiram. A diferença é que hoje as coisas acontecem mais rápido hoje de uma tecnologia que ela é introduzida agora no mercado. Ela pode ser aperfeiçoado em questão de meses em questão de semanas. Ela pode desistir, fazer fazer com que outra tecnologia deixe de existir logo. A gente estava vendo o momento em que as interações entre tecnologia direitos são mais dinâmica, são mais rápidas. Essa é a única diferença pelo que a gente viveu até agora, o que não é por si só suficiente para a gente instaurar um discurso de acabou a profissão. Vamos falar só de substituição, como para as colinas que a advocacia acabou. Não é isso. A gente só precisa fazer o que a gente sempre fez estudar e oferecer as respostas nesse processo. Esse processo desculpa precisa ser mais rápido para poder acompanhar as mudanças que vão acontecendo na sociedade e no mercado. Então, o que estou querendo dizer até para, para sintetizar o pensamento é que não é o momento de desespero. É um momento de estudo, aperfeiçoamento, oferecimento das respostas e acima de tudo de percepção das oportunidades, onde que a gente vai poder trabalhar. O que a gente vai precisar fazer para que essas oportunidades sejam identificadas e aproveitadas pelo profissional do direito.

Gabriel:   19:54
Liga Victor! Concordo bastante com você. Tem outros dois que esses aqui da Deloitte. Sempre fala que antes de buscar alguma tecnologia muito importante, que você entendeu muito bem, qualquer problema que o escritório tem, como que você vai resolver esse problema, ou seja, antes busca inovar. Ainda que seja com uma planilha do Excel para que depois você busca algo mais mais automatizado, algo mais robusto para aquele problema. Se não você está gastando mais dinheiro. É um problema que você poderia ter resolvido de uma forma mais simples isso. Vários escritórios, eu acho que tão pequeno! Por isso que estão buscando muitas tecnologias, mas na verdade, eles estão com problemas básicos, estruturais de gestão, de cultura e da do escritório, e eles estão ali, realmente buscam, não apenas a pontinha do iceberg, para resolver o problema dele. Previsão de comboios falando,

Victor:   20:43
eu concordo cem por cento com isso está, Eu vou explicar a realidade. Isso não é um problema exclusivo do direito. O problema dessa questão de identificação de desafios para a proposição de soluções é um problema que ele existente e pertencente a qualquer grande organização que quem inova. Então a gente tem uma vontade muito grande de entrar em contato com soluções. A gente tem uma curiosidade pelas soluções maior do que a nossa curiosidade, pelos problemas, isso para um projeto de inovação para o programa de inovação para uma uma iniciativa de inovação aberta ou fechada em grandes organizações. É bastante sintomático. Eu costumo brincar uma vez estava dando uma aula e aí eu pedi para as pessoas abrirem um buscador de la na internet digital, Lotex e abre a aba de notícias do buscador. Todas as notícias da primeira página e olha que nem foi para a segunda. Mais todas as a primeira página resultaram em reportagens sobre as soluções que estavam sendo disponíveis no mercado e não sobre processos e os problemas que essas soluções buscavam resolver, ou seja, hoje o foco das empresas, o foco das organizações, o foco e aí acerto, ampliando a linha de raciocínio para além do direito pela solução, quando na verdade ela tem que ser um problema, mas são os problemas que essas organizações enfrentam e que devem ou podem ser resolvidos com tecnologia, com ferramentas ou com a contratação de uma estatal de uma ligou TEC de alguma outra empresa para resolver aquela questão. Então, baseado nisso, a gente já pode ter uma noção muito rápida do que o mercado Hoje quero renovar, Quer renovar, quer inovar, está cheio de ligar até que a gente abra um radar de abril, dois anos, que é um baita exemplo disso cresce exponencialmente essa encerrada. A gente vê cada vez mais empresas Alice, credenciando se, associando o que significa que um número crescente de Lotex que vão surgindo no mercado e a pouco trabalho no sentido de identificação das dos problemas que você tem, um dos desafios que você tem para só depois buscar soluções. Esse é um erro crasso de qualquer programa, qualquer projeto de inovação, não só jurídico. Estamos falando de inovação em grandes organizações, seja inovação aberta ou inovação fechada. A gente precisa olhar para os problemas antes de olhar para soluções

Gabriel:   23:08
liberal. Victor. E, pegando esse seu olhar assim sobre inovação e sobre essas lotex sobre as tecnologias no mercado, como o que você está liderando esse programa de vocês e de inovação, poder compartilhar como que mais aumentou sua rotina o seu dia a dia como o que você acha que outros escritórios também podem estar buscando por essas novas tecnologias de uma forma mais assertiva.

Victor:   23:34
Vamos lá, Vamos falar primeiro sobre a primeira pergunta É queda especificamente como que a gente resolveu oferecer a resposta que o curioso porque eu vou falar agora é que muitas vezes pode ser confundido como você estão abrindo a estratégia de vocês Não. A nossa estratégia foi pensada para fazer uma conexão com a fala anterior para os desafios que a gente encontrou dentro da nossa organização. Então, eu nosso programa era pensado de uma forma personalizada, porque a gente precisa resolver aqui dentro para buscar isso antes de propor como seria o programa de inovação ideal. Eu fui conversar com sócios, eu fui conversar com os diretores, conversar com todos os profissionais do escritório com que pude, tem acesso para identificar o que deixou de demanda, o que ele chama de desafio para só depois a gente estruturar um programa personalizado para resolver essas questões. E aí surge tem que filtrar o nome do nosso programa em setembro de dois mil dezoito, com uma proposta que pode ser sintetizada em dois grandes trabalhos mudança de cultura e transformação digital. Nós não somos um programa com uma área que objetiva e busca substituível para sair de operações alguma área jurídica. A gente quer trabalhar em conjunto com elas para identificar o que o escritório tem de demanda e oferecer as melhores respostas. E basicamente todas essas respostas. Elas podem ser agrupadas no que a gente chama de eixos de transformação. Então, hoje tem que Filinto tem seis estes de transformação. Por falar o nome inglesa, traduzindo aos poucos eventos, eventos nesses países, espaços que é o de tecnologia, parte na instituição, parcerias acadêmico. É um ambiente acadêmico, a questão da cultura. Então, o que a gente oferece de resposta? Todas as nossas ações, elas são enquadradas em um meio desses eixos de transformação. Por isso o meu dia a dia é incerto. Tem dias que eu vou trabalhar muito fortemente com uma questão tecnológica e aí eu vou ter como suporte o nosso departamento de TI. Tem dias que eu vou trabalhar com uma questão cultural. Essa questão cultural obviamente, vai ter que ter um suporte da área de aragao de algum sócio do escritório que esteja enfrentando alguns desafios específicos. Então, a gente brinca que se estrutura do tempo é um sistema de pesos e contrapesos. A gente encontra problemas e resolve com os excessos de transformação e às vezes, a resposta para um está em outro. Então, por exemplo, é um grande desafio que a gente tem qualquer pessoa, qualquer organização que querem implantar uma solução de tecnologia tem é garantir a usabilidade. Certo. Então, como é que meu advogado vai usar aquela solução que a gente quer trazer? Domicílio vai usar. O fato da solução ser ótima não significa que ele já vai naturalmente. Substituiu que ele fazia antes para usar aquela parte nova, que aquela ferramenta nova. E aí para buscar a resposta para isso, as vezes voltar no eixo Tec, Às vezes a gente possa, para estar no eixo de cultura, vão precisar trazer treinamento sob a pressão. Mostrar para ele a relevância daquilo, entendesse aquilo faz parte do dia a dia dele trabalhar com a batida colocada no lugar dele, para saber como é que ele faz o trabalho dele para saber se realmente precisa daquela tecnologia. Então, a resposta para um problema tecnológico não necessariamente está no eixo tecnológico. Fazer está no eixo cultural. Por isso trazer um programa que vou independente aqui no escritório que ele tem acesso às áreas jurídicas administrativas que ele se conecta com todo mundo que consegue ali, de uma forma muito livre de uma forma muito natural, espontânea, propor soluções criativas e diferentes para resolução de problemas. Foi um dos pontos chave que o nosso programa, ele não é nem jurídico e administrativo do escritório, ele não é uma área dentro do que ele É do escritório como um todo, o time do time, um time, por esquadros a gente muito seus quadros, a depender do projeto que a gente quer implementar e sempre com a ótica de uma que se imunizar ali, o uso das pessoas que a gente já tem aqui dentro. Porque muito do que se fazer uma grande organização é vou abrir um departamento de inovação, vai trazer um time de inovação e estímulo à inovação. Vai trabalhar ali diversa daquela entre aspas, especial, da autonomia para essa entidade, dentro da organização, que não vai conversar com o jurídico. Não vai conversar com o financeiro que vai conversar com a pagar ainda, vai conversar com o que vai acontecer. Vai ser uma baita área inovadora que vai inovar para assim, e não para a empresa. A gente não quer isso. A gente quer ter um programa de inovação que vai se conectar com todo mundo. Vai trazer os profissionais dessas outras áreas para trabalhar nos nossos projetos e a partir daí, promover os objetivos principais. Eu tenho que a mudança de cultura, de transformação digital

Gabriel:   28:12
só tinha uma questão que eu acho que o legal destaca isso que eu queria, convidar os colegas advogados a perceberem a forma sistêmica que o Victor analisa o escritório dele o tempo inteiro. Então, analisa Cultura, analisa O processo, analisa tecnologia, analisa pessoas e ele percebe que, às vezes o problema vai estar no treinamento, diz. O problema vai estar realmente na cultura, ou avisa a tecnologia. E a outra questão é que ele não está buscando uma bala de prata. Ele está ali realmente entendendo os problemas deles, fazendo com que a inovação aconteça de dentro para fora, e de muitos escritórios, buscando um consultor de marketing para ajudar um consultor de inovação, alguém de outra área, achando que essa pessoa vai ser o salvador da pátria. Só que, na maioria das vezes, na realidade, não sei se concorda,

Victor:   29:01
eu concordo. Eu acredito que o papel do Inter, empreendedor aquela pessoa que vai puxar a inovação dentro das organizações. Ele foi trabalhado muito bem por isso, sem pelo Eric iguais, que são teóricos de inovação bem conhecidos aí no mercado. Inclusive, posso dar algumas associações, de obras deles. Mas ele é fundamental, do ponto de vista organizacional para poder ser aquela pessoa que vai centralizar e fomentar a inovação dentro de uma grande organização. Aqui, no caso de um grande escritório ter uma pessoa que vai ser o catalisador dessas informações, a pessoa que vai estar sempre olhando para a inovação e o detalhe precisa ser de forma dedicada, ou seja, não pode acumular muitas funções paralelas à Mundial, se acumule nenhuma. Na verdade, além da inovação, é fundamental. Por outro lado, essa pessoa como você, bem bem marcou, não é o salvador da pátria para ele, Para fazer o trabalho dele, ele precisa de subsídios, subsídios que eu até brinco. Parece música de samba lá de cima para baixo, baixo para cima, que basicamente é um apoio do cinema americano, do escritório, da organização, no caso, diretoria. Ou no caso do comitê executivo, um conselho administração, no caso humano, uma empresa, esse tipo de coisa ele precisa ter o apoio dessa gestão do escritório, dos tomadores de decisão e ao mesmo tempo, isso também um desafio. Você possa garantir um engajamento dos executores. O que é quem vai ser de fato, impactado por aquelas mudanças no seu dia a dia? Ouvi los aceitar as ideias, trabalhe como um funil de ideias. Então, apesar de você ter uma pessoa ou algumas pessoas dedicadas à inovação, dá uma grande estrutura. Essas pessoas, esse time dedicado a inovação precisa olhar a organização de uma forma muito transversal não restringir a compra de atividade, salvo se a inovação foi dedicada a um tema específico, por exemplo. Prender inovação em perder são coisas muito parecidas, mas não são sinônimos. Mas vamos por não pegar uma organização que tem um departamento de inovação voltado ao lançamento de novos produtos. Aí ele precisa focalizar focar o trabalho dele no lançamento de novos produtos É obrigatório. Você tem esse foco Naquele caso do exemplo? Sim, mas geralmente não. No nosso caso, a gente não está aqui só dedicado a pensar em novos produtos. A gente está dedicado a pensar em eficiência, em cultura e flexibilidade, em auxílio para carregar para a retenção de talentos para a atração de talentos para ser um escritório que o mercado enxerga de uma forma mais amigável, mais aberto a novas ideias, a construção de um ecossistema, tudo isso então não tem essa limitação de escopo de foco. A gente acaba trabalhando realmente para o projeto e de uma forma plugada os outros departamentos, as outras áreas do escritório. Nosso objetivo é, realmente, não ter mais objetivos. Se a gente for ser filosófico aqui, no nosso objetivo é algo tão natural, um canal tão tão natural de recepção, de ideias, de pensamento, de possíveis futuros que em breve, se o tempo estiver em pleno funcionamento, que ele se propõe a ter com com a completude de desafios, já ter formado já entregues já realizados, o que vai significar que a gente não vai precisar de um programa de inovação aqui dentro do escritório a gente já vai ter isso em resultado, Todo mundo já vai estar buscando essas novas alternativas. Essas novas ideias, essa adequação às diferentes probabilidades de realidade que a gente tem

Gabriel:   32:35
Eu sei que você também trabalha Apertura, o pessoal. Daí se a gente acompanhando eles de uma forma bem próxima e eu lembro de um, pode querer deles que eles falaram que assim a gente não tem que ter uma área de inovação. Nós temos que ser a inovação. Todos têm que ser a inovação. Se a gente tem uma área só da inovação, talvez a gente tem um problema e o movimento de vocês buscarem, de fazer com que a área, a área de inovação sul se transforme em todo eu, acho que simplifica muito isso.

Victor:   33:05
Isso não pode ser confundido. Gabriel por outro lado, com uma ausência de estrutura, está, às vezes eu falo disso. Algumas discussões são atribui. A gente não tem que ter uma área de inovação não. A gente tem que ter um grande escritório, uma grande organização precisa ter algo estruturalmente falando que vai ser dedicado a pensar, planejar, promover e fazer a inovação acontecer. Sete por outro lado, o que estou querendo dizer essa área de inovação, ela tem que ter uma conexão forte. Envolver as outras áreas também é um pouco diferente. Para a inovação funcionar, ela precisa de uma estrutura interna. Tem um artigo muito interessante que eu posso compartilhar para você para você também de calibre para os ouvintes um artigo de uma diretora de inovação de um escritório global com com sede nos Estados Unidos que ela fala além dos desafios de se estruturar, uma iniciativa de inovação dentro de um escritório, para que os projetos consigam sair do papel de fato acontecer, então a transversalidade. Essa questão de se prolongar as diferentes áreas e departamentos do escritório não pode ser confundida com uma ausência de estrutura. Essa estrutura necessária você precisa ter um time dedicado a isso. É importante que seja um time cem por cento dedicado a isso. Noventa e nove por cento dedicado a isso. Para que a gente não tem ali confusões de prioridades, ou seja, a votação. Time que precisa ter a inovação como prioridade, seja ela com o objetivo, ela tiver dentro da organização, Mas é um time que precisa ter portas abertas e conexão com a organização, como um todo ou com outras áreas, a depender do seu principal objetivo.

Gabriel:   34:49
Acho que não adianta você ter só uma cultura inovadora se os procedimentos ele não estão fomentando inovação, quinta- tudo integrado, pegando tudo isso, como que se acha que o escritório pode criar algum programa de inovação? E grande parte dos ouvintes aqui que estão nos escutando tem escritório fazer bem menores do que o tozzinifreire. É difícil ter uma equipe exclusiva para isso. A maior parte deles, inclusive me relata que eles precisam se desdobrar entre a advocacia. Audiências, a rotina bin desgastante da advocacia e também buscar a inovação como o que eu acho que eles podem vencer esse desafio.

Victor:   35:29
O primeiro passo é você olhar para dentro de você. Se você for um escritório menor no escritório, but it um escritório médio, às vezes um time dedicado, cem por cento inovação, não faria sentido. Concordo porque primeiro é mais um direito, é mais fácil, mas o escritório que tem um porte menor mais fácil de você mudar a direção, é mais fácil de você colocar ali novos projetos, novas iniciativas e até mesmo mudar completamente. A estratégia, sem necessidade de uma movida muito grande tecnologia famosa do que é mais fácil, servirá no mar um submarino, um transatlântico transatlântico, demora mais? Precisa de mais pessoas trabalhando. Submarino. Você gosta de uma pessoa ali? Duas girar o volante você vira na mesma hora, Por outro lado, você precisa olhar para dentro da inovação. É muito trabalho de diagnóstico resposta, dizendo nós resposta muito menos do que você olhar só para o mercado para olhar para solo parado, para tentar buscar soluções, então sempre de uma maneira crítica e analítica ver onde você pode melhorar. E a partir do momento que você identifica as demandas de melhora, aí sim você busca soluções, você não precisa no escritório menor, no escritório médio, então o time para isso é uma ação pessoal. Você pode ser inovador olhar para o seu dia a dia, Então são advogados de contencioso que faz audiência todo dia, que faz um trabalho repetitivo a esse é o meu corpo, é o núcleo do Marajó se como que nesse meu dia a dia consigo melhorar? Padronizar minuta, fazer audiência online, tanta usar videolog para poder diminuir meu tempo de conversa de com o juiz Prevê também mais rápido que eu preciso no memorial, no despacho. Enfim, tem várias estratégias que você pode ter. Se você precisa de uma organização como um todo, olhar para a própria prática. Isso você faz um escritório pequeno, escritório médio, no escritório grande, no escritório global, independente do porte, isso é possível de ser feito. Então o primeiro passo é sempre olhar para dentro E, segundo, não se pode esperar olhar como eu falei antes, para esse momento, com o aumento de oportunidades, se você focar ali, na quantidade de notícias que falam da substituição da mão de obra, que falam que a profissão está acabando e entra em desespero e passa a dar tiros para todos os lados e tudo que desesperado o resultado tende a não ser, É muito bom trabalhar com precisão a tecnologia existe a lata e a inovação existe. Ela está aí, ela vai impactar na profissão de alguma forma. Como eu me preparo para isso. As respostas podem ser diversas. Muita gente vai levantar vôo, falar, aprende a programar, aprende a tecnologia. Eu não vou resumir as estratégias, as iniciativas do espaço que você tem que dar. Há uma receita, algo já pronto, algo prêmio, dado o que a gente precisa fazer o que eu preciso fazer diante da minha realidade e, às vezes, a programação tendo ela como exemplo não é a melhor estratégia. Tem outras coisas que você pode aprender a fazer o que você pode trazer para o seu dia a dia, que são tão ou mais relevantes de uma técnica de programação? Eu trabalho com tecnologia, por exemplo, costuma brincar que nunca escreveu uma linha de código e mesmo assim eu consigo conversar com o programador conseguiu, entendeu que ele precisa na hora de dar as respostas e, ao mesmo tempo usá lo para dar as respostas produtivos. Advogados trabalhando, imunizando as linguagens, humanizando os conselhos sem precisar programar para isso. Então, como exemplo, as pessoas geralmente falam a identifiquei esse essa lacuna do meu trabalho. Preciso buscar a soft skills. As habilidades suaves softs que os que o pessoal brinca costumam ser a resposta do momento para a sua adequação profissional à nova realidade. Eu penso além. Primeiro, quais ofereceu são essas. E será que são realmente ou são várias iniciativas pessoais que você pode ter, que também significam? Prepara uma realidade mais dinâmica rodar executadas duas coisas primeiro, dentre essas famosas soft skills, repito a questão da programação, mas vou falar também de gestão de projetos, por exemplo, gestão financeira, contabilidade são outras habilidades. Marketing enfim, são outras habilidades que advogados podem ter, que são a depender do seu dia a dia, da sua prática, da organização em que você trabalha tão ou mais importantes que a programação sete Então eu não digo a você precisa aprender a programar se não, você vai ser um advogado de relevante no futuro. O advogado relevante no futuro, vai ser aquele que não sabe identificar o que ele precisa fazer. O que vai ser relevante é o que o que identifica, o que faz. Esse é o primeiro ponto. E aí eu tenho que dar a organização que você trabalha, como é o seu dia a dia. O que você faz? Eu, por exemplo, se tem um exemplo, não aprendeu ainda, não tem planos da programar e até hoje para mim não me faz falta. Se não, já teria buscado algo assim. Mas hoje, no meu dia a dia no trabalho, não precisa aprender a programar. Enquanto não precisar eu não vou fazer. E tem obviamente centrado nas questões de talento e tal. E um outro ponto é o que especificamente um advogado precisa fazer ou saber, ou melhor, o que ele precisa ser para se para continuar relevante, com essa realidade diferente, uma dinâmica mais rápida, mais tecnológica que a gente, vê hoje. E aí não é só a habilidade, abriu, a gente está falando de outras coisas também. Toda a dança e a inteligência emocional, empatia. Foco no cliente são um monte de coisas que a gente vê hoje, sendo discutidas a inovação como um todo, que podem ser utilizadas por advogados. Ou melhor, elas devem ser utilizados para advogados. E o pior, isso, você, Medicina, isso você não aprende no curso. Isso você aprende trabalhando dentro de si. O que você precisa fazer? Então? Volta de número da estrada que foi sobre tecnologia e ensino jurídico. Ali gente identificou que o principal problema que as faculdades de Direito tem hoje, justamente como preparar pessoas para o mercado de trabalho e quando fomos no mercado de trabalho, não estou falando só do mesmo profissional. É o acadêmico também, como preparar profissionais e acadêmicos que sejam tolerantes ao euro, Que consigam trabalhar com outras pessoas, que consigam pensar em praticamente no outro lado pensar aquilo que vai ser um interlocutor. O que quem a sua decisão afeta? Seja ela passou um cliente seja um réu, caso você seja juiz, ou seja, um leitor de um artigo acadêmico. A questão da empatia fundamental, Porque isso não basta você trazer no currículo uma mudança super inovadora, trazer uma disciplina para ensinar a inteligência emocional não se ensina. Com exemplos você ensina botando a pessoa para trabalhar, você ensina, incentivando a participação desse indivíduo desse aluno em outros lugares. Então, o desafio da transformação do direito. Hoje ele passa assim por ferramentas, estilos e habilidades. Mas ele também passa pela forma, pelo famoso preparo pessoal que a pessoa tem que ter para ser atuante nesse dia a dia, porque se você não tiver isso em pior, advogados normalmente não têm. Esse tipo de preparo, vai ser muito mais difícil para você sobre essa realidade. Fica em uma outra dica também ao nível da professora Michelle Stefano ela, da Universidade de Miami e também do sentido Árvore. Ela tem um livro que ela coloca o Delta das habilidades dos advogados. E, curiosamente, ela coloca o conhecimento jurídico como base da pirâmide. Ou seja, é algo que todos têm que ter hoje não é um diferencial. Lógico, você tem um conhecimento mais profundo, mais técnico, que diferencia em alguns casos, mas como a difusão de conhecimento e os diferentes meios, universidades, vídeos, internet, livros, bucks, enfim, hoje não é mais possível um advogado. Não tenho conhecimento jurídico. Está aí ele começa a se diferenciar com o primeiro. As famosas soft que entender a programação Marketing, gestão de projetos com a tecnologia, enfim, entender diferentes áreas numa interdisciplinaridade, e o diferencial de fato começa com questões como a simpatia, inteligência emocional e acima de tudo. No topo da pirâmide está a capacidade de você não vá com foco não só na sua organização, no seu destinatário, que é quem vai receber aquele serviço, seja essa pessoa um cliente, uma outra parte que vai estar em contato com você de fato, trabalhar com inovação, com foco no cliente. Foco no serviço são as duas os dois, lamento que estão no topo da pirâmide Michel da cidade foram propõe. Então, o desafio é grande, mas não é possível, mas a terceira unidade. Muito estudo que dá, que é possível se preparar

Gabriel:   44:31
Victor de um ano. O vídeo que você você dizendo que tem algumas questões que talvez não vai aprender com o livro, vai ser convivência como empatia, algumas habilidades mais emocionais e de outro. Você já citou aqui diversos livros aqui que os colegas advogados podem estar estudando? Queria saber se você tem alguma indicação de curso, alguns conteúdos que você critica, que os advogados precisam de estar consumindo e o mais rápido possível.

Victor:   44:58
Primeiro vou tentar separar em algumas algumas esferas está a questão do conhecimento jurídico. Ela não deve deixar de existir. Então o primeiro primeira dica de curso, Leituras que eu posso dar enquanto advogado. O que você precisa saber para o seu dia a dia? Do ponto de vista técnico e jurídico? Muitas respostas, os desafios tecnológicos da atualidade estão em respostas jurídicas que a gente já tem gente já deu quando um exemplo, em um artigo muito bom, que analisa a minha parte de veículos autônomos, ele fala com os veículos autônomos no mercado. Essa é uma tecnologia que tem dia, torna o trânsito mais seguro. Logo, ela tem que ser incentivada, só que ela não vai ganhar escala. Enquanto a gente não resolver os problemas regulatórios e jurídicos que ela traz. Então, identificado esse problema, ele começa a propor soluções de uma das soluções que ele propõe como mais ideais. É uma resposta dada pela dos Estados Unidos para o problema das usinas nucleares na década de cinquenta, que também eram tecnologias que deveriam ser incentivadas, que também tinham problemas regulatórios de responsabilização por causa de acidentes tipo de coisa. E ali foi feito uma estratégia de fundo, como se fosse um seguro. Enfim, para poder responder a essa necessidade, que essa nova tecnologia quer a usina nuclear trouxe para a sociedade, Enfim que os veículos autônomos, além de todos, já foram um desafio para o ser humano atrás, quando, por exemplo, a gente admitiu um elevador de um elevador. Ele é um veículo autônomo que acontece o elevador caiu, em que vai ser responsabilidade, vai ser o fabricante do prédio da pessoa que não soube operar, se tinham as sanções. Se não tinha do cabo que estava sendo desgastada, ninguém viu. Enfim, essas respostas elas foram estudadas, elas foram dadas. Então, a gente só precisa fazer o mesmo agora, então, estudar o direito de estudar o básico significa perceber que novos problemas não necessariamente precisam de novas soluções. Quando estava ali no dia a dia, com as estatais trabalhando no dia a dia do jurídico delas, eu percebia que as respostas às vezes era um problema, porque a pessoa apresentava. Era um programa totalmente novo, que a gente nunca tinha visto levava. Para alguns sócios que estão aqui no escritório há mais de trinta, quarenta anos, eles também nunca tinham visto. Só que na hora de buscar essas possa, estava no código no artigo do Código Civil, Então, às vezes, novos problemas, eles, muitas vezes novos problemas, não precisam de novas soluções. Só a gente só precisa de estudo e fazer o que nós, enquanto advogados, fomos treinados a fazer, que é resolver problemas na proporção dos feitos certo. Isso faz parte do nosso treinamento trazer lógica jurídica no dia a dia da tecnologia e da inovação. Então essa é a primeira dica que eu dou, do ponto de vista de estudo, de material sim, voltar para o básico do direito, entender como direito funciona. Isso é fundamental hoje em dia, porque a gente tem esse estigma de que um novo faz a gente esquecer o antigo. Mas a gente não precisa disso, você construir um novo você precisa de uma base. E essa base às vezes, está no que já é praticado há muito tempo que está. E o segundo é sempre olhar para as outras áreas, o que as outras áreas podem nos ensinar para o nosso dia a dia, como advogados. A história do sozinho com a inovação, com o nosso conduta, em que a gente tem que lembrar, por exemplo, que ela surge, entre outros fatores, de um contato muito mais próximo quando esta etapa a gente optou por seguir um programa de inovação independente, dentro estruturado. Dentro, justamente após ver como estatal precisa, operavam como elas ofereceu as respostas aos problemas que ela tinha. Como que era essa cultura dinâmica de pilotagem, de trabalho empreendedor, para depois pensar num programa de inovação, ou seja, absorve seus conteúdos. Quando esta etapa, nesse dia a dia, entender como o treinador pensa, opera e funciona, foi fundamental para a gente planejar o nosso. E a mesma coisa que a gente, que eu sugiro para quem quer estar buscando cursos, está buscando leituras. Hoje, vai dar uma chance para o livro de tecnologia, dá uma chance público de marketing, da Marcha, dos livros de Contabilidade. Às vezes você vai descobrir respostas, além de coisas que você enfrenta no dia a dia, que você nunca ia ver se você não tivesse dado essa chance, essa barreira loira, hoje no local onde ela tem que deixar de existir, ela tem que parar de ser uma regra. No mercado, hoje a todas as áreas tem seu valor, a transversalidade é fundamental e não basta apenas você trazer o novo, você precisa também se preparar com o que você já aprendeu a fazer

Gabriel:   49:43
executando limpeza de algumas frases. Não se lembra exatamente do autor, mas tem gente que fala que inovação é você combinar coisas de coisas que já existem em um contexto diferente. Então, vou pegar às vezes uma solução jurídica que já existe vão aplicar a um contexto diferente, como aplicar alguma metodologia utilizada por outro mercado. E agora vou utilizar aqui para os advogados e uma outra questão que o que eu acho que é muito válido de colegas, advogados buscarem inspiração em outros mercados, porque, em geral os outros mercados estão mais avançados e inovação do que o mercado jurídico, porque, em geral, os outros mercados são menos conservadores do que o nosso mercado, então é como se você tivesse as vezes, uma bola de cristal e da inovação. Às vezes você consegue ver algumas para a treze, já estão sendo utilizadas pelas maiores empresas de tecnologia do mundo e que poucos escritórios estão utilizando. Se você se atenta isso antes e começa a aplicar antes, talvez o seu diferencial competitivo aumentar perante seus concorrentes. Você tem algum recado final? Victor Acho que esse episódio muito rico, com muitas muitas referências bibliográficas citadas aqui durante o episódio. Todo esse episódio está transcrito também no blog da Filó. Vocês podem acessar todas as referências aqui que o Victor citou durante o episódio também ler esse episódio. Caso você prefira que vai estar aqui na descrição de onde você vem executando

Victor:   51:08
no mercado final, é não não tomar a inovação como algo que amedronte olhar isso com um senso de oportunidade de perceber que não há um momento melhor para se ser para ser um advogado. Hoje em dia, o número de desafios é crescente. São desafios complexos. A gente precisa de advogados preparados para resolver esses desafios. São desafios de fato, alguns até mesmo sempre acidentes. Alguma questão de cripto ativo, por exemplo, que transcende fronteiras que transcende diárias, vai da parte de seguros até a parte do setor financeiro. Por outro de xerém, mobiliário, enfim, são situações que cotidianas que vão ser mais recorrentes. E, para resolver as a gente precisa de advogados preparados, Então olhar com esse senso de oportunidade é fundamental para o dia de hoje. Além disso, claro sempre trabalhar de uma forma colaborativa. A gente tem que entender que temos um ecossistema de inovação hoje em dia não há inovação, não vai ser feita em quatro paredes. Ela precisa ser feita de forma conjunta, de forma colaborativa. Não é porque temos ligou Tex, que escritórios vão deixar de ser relevantes. Não é porque algumas jurisdições aceitam aquelas estruturas alternativas. CPIs como empresas jurídicas propriamente dita, que os escritórios não deixa de ser relevante. Se então a gente só constrói o futuro juntos, precisa validar a mão, fazer projetos conjuntos, entender que cada um tem sua esfera do mercado e elas trabalham com intersecções. Entender que tem espaço para todo mundo, mundo, enorme quantidade de tecnologias disponíveis no mercado hoje é maior ainda e a partir daí tem muita oportunidade para a construção. E essa construção ela tem que ser conjunto, ela tem que ser colaborativa, está então. Esses são os dois recados que eu dei e ainda como parte da iniciativa do segundo, convido a quem quiser conhecer um pouco mais do nosso programa do tempo, o filme da história do TozziniFreire Amigo com a inovação pode entrar no nosso site tozzinifreire ponto com ponto br ou até mesmo no site do próprio. Um link lá é um site específico do nosso programa de inovação, que tem as informações lá e acaba transportado com a gente, sugeriu. Projetos A gente está sempre aberto a novas discussões e eu estou sempre aberta a novas discussões ao olhar para o mercado. REALMENTE com essa ideia de que temos um mundo de oportunidades. E a gente vai saber aproveitar elas melhor.

Gabriel:   53:37
Se fizemos todos juntos, então esse é um recado final. Muito obrigado. Victor Mais primeiramente sim. Queria muito agradecer pela sua generosidade e abertura em compartilhar aí um projeto que para alguns escritórios talvez poderia ser sigiloso. Vários escritórios talvez não gostariam de compartilhar diversas das informações que você trouxe aqui para realmente agregar valor para os outros colegas advogados que estão nos escutando. Eu acho que essa postura diz muito sobre advocacia colaborativa que a gente precisa cada vez mais os dias de hoje. E eu acho que isso que leva inovação, escritório de democracia. Por isso aí que vocês são em uma das maiores referências do país, no que se trata de tecnologia e inovação. Aplicador direito não é à toa, também Gostaria muito. Agradece a todos os colegas advogados aqui que estão presentes novamente. Se você gostou desse episódio, deixa um envio para a gente no player de áudios, escutando Não se esqueça também se cadastrar para que você receba as notificações para os próximos episódios do Loire. Foi. A gente se vê novamente na próxima quarta feira, com mais um convidado especial. Até logo