Lawyer to Lawyer, da Freelaw

#35: Mediação: fundamentos, princípios e mercado - c/ Leandro Rennó

January 21, 2020 Freelaw Season 2 Episode 15
Lawyer to Lawyer, da Freelaw
#35: Mediação: fundamentos, princípios e mercado - c/ Leandro Rennó
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Lawyer to Lawyer, da Freelaw
#35: Mediação: fundamentos, princípios e mercado - c/ Leandro Rennó
Jan 21, 2020 Season 2 Episode 15
Freelaw

O que é a Mediação? Quais são os princípios?

Como funciona um procedimento de mediação na prática?

Qual o papel do mediador? Qual o papel do advogado na mediação?

Quais as oportunidades jurídicas surgem para os advogados e como está o mercado para a Mediação?

No episódio de hoje, Gabriel Magalhães entrevista Leandro Rennó, um dos maiores especialistas do Brasil no tema.

O Leandro é:
- Mediador de Conflitos certificado pelo IMI - International Mediation Institute.
- Consultor independente com experiência em Direito Empresarial, Arbitragem e Mediação.
- Mediador Judicial cadastrado junto ao TJMG e também é Mediador Certificado Avançado pelo ICFML
- Coordenador dos cursos de pós-graduação lato sensu em Direito de Empresa e de Mediação de Conflitos do IEC/PUC MG
- Doutor pela Université de Versailles (França) em 2020
- Membro das Listas de Árbitros e Mediadores das principais câmaras de Arbitragem e Mediação do Brasil

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Música utilizada no Podcast: www.bensound.com

Show Notes Transcript

O que é a Mediação? Quais são os princípios?

Como funciona um procedimento de mediação na prática?

Qual o papel do mediador? Qual o papel do advogado na mediação?

Quais as oportunidades jurídicas surgem para os advogados e como está o mercado para a Mediação?

No episódio de hoje, Gabriel Magalhães entrevista Leandro Rennó, um dos maiores especialistas do Brasil no tema.

O Leandro é:
- Mediador de Conflitos certificado pelo IMI - International Mediation Institute.
- Consultor independente com experiência em Direito Empresarial, Arbitragem e Mediação.
- Mediador Judicial cadastrado junto ao TJMG e também é Mediador Certificado Avançado pelo ICFML
- Coordenador dos cursos de pós-graduação lato sensu em Direito de Empresa e de Mediação de Conflitos do IEC/PUC MG
- Doutor pela Université de Versailles (França) em 2020
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Gabriel::   0:13
Voc�� est�� ouvindo as melhores pr��ticas de gest��o, inova����o e tecnologia no Direito. Meu nome Gabriel Magalh��es Bem vindo ��ao Advogado de Laywer�� ��que �� oferecido pela ��Freelaw. A ��forma Mais segura para that o Seu Escrit��rio de Advocacia contrate ��advogados on-line e solu��o demanda. Eu sei queTALVEZ r��pido Voc�� Nunca pensou nessa possibilidade, Mas ��gora r��pido Voc�� PODE Realizar Parcerias com advogados Especializados em QUALQU��R ��rea fazer Direito, da Acordo com a SUA necessidade. �� s�� entrar no site da vida a habilidade do ponto frio ponto ou enviar uma descri����o do servi��oque precisa ser deputado, como orienta����es, ou prazo. E a�� est�� t��o aguardar mais acontecer e voc�� pode visualizar como propostas dos profissionais. Fa��a parte agora da nossa comunidade realmente ou portif��lio de servi��os jur��dicos que seu escrit��rio oferece aos seus clientes. Para o advogado,uma advogada SEJA bem vindo, SEJA bem vinda a Mais hum lote. Nome Gabriel Magalh��es Eu sou hum dos cofundadores da Fil�� e Hoje between a Falar Sobre M��dia A����o Como como PESSOAS Mais qualificadas para Falar Sobre ISSO e tiva o prazer de Receber, Leandrorenova mediador de conflitos. Ele tamb��m �� membro das listas de ��rvores e mediadores das principais c��maras brasileiras. Al��m Disso, ELE Mediadores de Conflitos, Edificado cabelo em Maio, doutor em Direito Pela Universidade de Versalhes e also E o professor da PUC Minas, atingiram Nenhume Coordenador dos cursos de p��s Gradua����o lato sensu em Direito de Empresa de Media����o de Conflitos fazer IEC PUC Minas. Leandro fez uma an��lise bem profunda sobre o funcionamento da media����o. Entao Princ��pios O Que E a Media����o Diferentes da Media����o para a Concilia����o,para arbitragem, para negocia����o? Em SEGUIDA, Como Que Funciona hum Procedimento de Media����o? Na pr��tica, como o papel do mediador colocou o papel do advogado? E a�� DEPOIS, em Que Faz Uma An��lise Mais profunda fazer Mercado MESMO Como EST�� o Mercado da Media����o? Quaiss��o as oportunidades jur��dicas que seu escrit��rio pode? PoDE ter a�� utilizando Esse M��todo de Solu����o de Conflitos E Como that r��pido Voc�� PODE VerificAR o Hor��rio e o Epis��dio EST�� Muito legal. Tem Certeza Que se VOC��S quiserem Aprender Sobre Media����o, VOC��S estao a�� n��oMelhor lugar that VOC��S poderiam Estar, Fique At�� o final, e, se gostarem, falem Conosco NAS Redes Sociais e also compartilhem Esse Conte��do com Outros Colegas, advogados e advogados. Leandro SEJA bem vindo Ao leite, N��o E hum prazer Estar ol�� Gabriel. Obrigado Poder contribuir com o trabalho de voc��s, Incerteza criando uma das maiores refer��ncias do Brasil a media����o e a ��ltima pessoa melhor aqui para tratar do tema conosco. Leandro �� um tema que est�� muito na moda, cada vez mais pessoas falando sobre isso com a lei de media����o e tamb��m os problemas do Poder Judici��rio. Ele entende que a media����o propriamente dita diferencia disso para a concilia����o, para a arbitragem e depois que passar essa parte te��rica e a parte realmente, para a parte pr��tica do advogado, gosto insistentemente bem o mercado,��se vale a pena e quais oportunidades jur��dicas que eles podem estar utilizando este Instituto

Leandro::   4:03
Gabriel sendo bem direto. Media����o��nada mais �� do que uma forma de se resolver conflitos que tem uma metodologia pr��pria, que t��m princ��pios pr��prios. E �� isso que difere a media����o de outros m��todos de resolu����o de conflitos como a concilia����o, arbitragem, entre outros,����

Leandro::   4:26
indo nos b��sicos, j����que a proposta ����dar��uma no����o r��pida��aqui. Se a gente pegar os quatro m��todos mais b��sicos que a gente tem que�� s��o :��negocia����o, a concilia����o, media����o e arbitragem.��As diferen��as essenciais que a gente tem entre��esses m��todos, s��o que a negocia����o s��o as partes diretamente entre elas, conversando e tentando chegar uma solu����o. na espera se que essas partes sejam devidamente instru��das porque existem in��meras t��cnicas, in��meros m��todos ditos e trabalhar com negocia����o, forma diferente, trabalhar com negocia����o que podem fazer essa negocia����o ser mais ou menos efetiva. Se as partes diretamente n��o conseguem resolver isso, elas podem buscar um terceiro.

Leandro::   5:06
E �� exatamente no papel desse terceiro que voc�� vai identificar as diferen��as entre esses outros m��todos. Se esse terceiro vem com o objetivo de facilitar a comunica����o entre essas partes, ajud��-las a entender melhor o conflito, a entender caminhos para ��chegar a uma solu����o, mas��uma solu����o que eles pr��prias v��o construir. N��s estamos falando de media����o. Ent��o a ideia do mediador,������ser��um terceiro, de fora,��imparcial, sem v��nculo com as partes��e sem interesse no conflito. Ele��vai perceber��onde est�� o conflito��na forma que��aquelas pessoas est��o negociando,��se comunicando e��interagindo. Quais s��o os entraves para mostrar para elas caminhos que podem��encontrar solu����es��.

Leandro::   5:54
Se eu quero que essa pessoa que estou chamando, al��m de fazer isso de alguma forma, tem uma participa����o mais ativa, eventualmente, fazendo sugest��es, ��fazendo propostas, direcionando de forma mais efetiva��. Estou falando ��de concilia����o. Essa���� diferen��a��principal��do conciliador pro mediador.

Leandro::   6:17
Agora, se o que eu quero que esse terceiro venha, escute as partes e decida e diga��o que fazer, estou falando de um��julgador. No ambiente��e privado, estou falando de um ��rbitro. No��ambiente judicial, estou falando de um juiz estatal.����

Leandro::   6:32
Ent��o, as diferen��as b��sicas s��o essas.��A��media����o, ent��o,��se destaca pelo fato principal do olhar de algu��m de fora��, que n��o est�� ali vivendo aquele conflito. Ent��o estando��numa posi����o privilegiada. Ele consegue enxergar de uma outra maneira o conflito e a forma como as pessoas se relacionam. Ele ainda garante a autonomia da vontade das partes��,ele permite que essas pessoas consigam��enxergar os melhores caminhos e elas pr��prias construir solu����es. Sendo constru��do por elas,��as solu����es��tendem a ser mais efetivas e a ter uma maior ades��o das partes��.����Por isso que a gente defende muito a media����o. N��o �� que a media����o �� melhor ou pior do que qualquer outro m��todo.��Cada metro tem a sua finalidade, tem o seu objetivo e pode ser utilizado para��situa����es diferentes e em momentos diferentes. Ent��o seria essencialmente isso,

Gabriel::   7:28
Apesar das diferen��as serem claras.��O Leandro ����um professor��muito bom,��a did��tica dele para tratar do tema �� clara��. Apesar das diferen��as dos institutos serem claras,���� comum que��as pessoas falem que v��o na audi��ncia de media����o e concilia����o.��Erros bem cl��ssicos as vezes de um conciliador, est�� falando que ele �� o mediador. Isso acaba��manchando o instituto.��As��pessoas falam��que��foi em uma media����o e n��o deu certo. Mas na verdade foi��num ambiente bem diferente, que n��o era��media����o. Aquilo que estava sendo feito, ��s vezes nem concilia����o��,n��o sabe��exatamente que a caso��parte vive. Um problema que a gente tem hoje no Brasil. N��o sei se concorda,

Leandro::   8:08
eu concordo. Gabriel. Eu acho que um dos principais problemas disso �� a forma como as pessoas t��m trabalhado. Divulgado instituto da media����o Eu n��o tenho, N��o sou daqueles radicais, mediador, raiz que acha que media����o tem que ser, sim, bonitinha e tal.����

Leandro::   8:28
Mas eu acho que media����o, para ser media����o, para voc�� chamar alguma coisa de��media����o, voc�� tem uma s��rie de princ��pios, uma s��rie de de premissas que devem ser seguidas. O que est�� acontecendo muito hoje �� que muitas pessoas, pelo que voc�� mesmo falou entenderem que media����o est�� na moda, come��am a chamar qualquer coisa de media����o. Ent��o, quando a pessoa vai falar sobre a experi��ncia que teve media����o nem ela sabe o que ela fez, Ent��o as pessoas fazem concilia����o e chamam de media����o, porque acho que a media����o �� mais bacana, as pessoas fazem constela����o e chamam de media����o, porque acho que media����o �� mais bacana. Ent��o sim n��o tenho nada contra nenhum dos outros institutos, mas eu acho que quando voc�� se oferece, se prop��e e oferece um determinado servi��o. Esse servi��o tem que ser devidamente identificado, para que as pessoas saibam que elas est��o experimentando. Ent��o, de repente, nada impede que uma pessoa chegue para mim fazer. Leandro Olha, eu estou querendo te contratar para fazer o servi��o de media����o. S�� que a media����o que eu quero de voc��, ela tem essas essas vari��veis. Ent��o, eu, como profissional da media����o vou��avaliar. Olha, ser�� que isso que essa pessoa que �� realmente a media����o, Apesar de ter uma outra vari��vel, Porque o fato de voc�� fazer media����o, um pouco diferente para c��, um pouco diferente para n��o tem problema.��Existem as��escolas da media����o, media����o avaliativa, media����o, facilitativa, media����o, transformativa��e por a�� vai. Mas todas essas escolas elas n��o perdem a ess��ncia da media����o.��Ent��o isso �� o que a gente tem que estar atento. Quando voc�� come��a a fazer algo muito diferente da ess��ncia da media����o e voc�� tem que conversar com a parte. Primeiro voc�� deve fazer uma auto avalia����o para saber se voc�� enquanto profissional. Voc�� tem compet��ncia e condi����es t��cnicas suficientes para poder entregar o que aquela pessoa est�� pedindo para ent��o avaliar se mesmo n��o chamando mais aquilo de media����o, eu posso prestar aquele servi��o. Mas a partir do momento que voc�� foge muito da ess��ncia da media����o voc�� tem que parar de chamar aquilo de media����o. Ent��o outro nome, olha, vou atuar��como terceiro facilitador dessa negocia����o��ou��vou fazer uma outra coisa��,inventa o nome que for, mas a grande confus��o que eu acho que acontecendo que as pessoas est��o aprendendo outras t��cnicas, est��o aprendendo outras metodologias, que n��o tem problema nenhum. Por exemplo, falando especialmente a constela����o. A constela����o, na minha vis��o, �� uma t��cnica de terapia, ela est�� muito mais vinculada ao campo da da terapia do que a resolu����o de conflitos. N��o �� a minha praia, n��o �� o tipo de trabalho que eu gostaria de fazer e n��o adianta, ningu��m me pediu para fazer. O que eu n��o vou fazer, n��o �� o que eu entendo como m��todo de resolu����o de conflito. Mas ok se a pessoa tem uma forma����o adequada nisso, se ela quiser trabalhar com isso,��que ela explica para as pessoas.��Olha, voc�� quer trabalhar com constela����o��. Constela����o n��o �� m��todos de resolu����o de conflitos, mas �� uma forma de terapia que pode ser trabalhada paralelamente. Podem ser utilizadas t��cnicas dessa metodologia, para que ajude voc��s a compreenderem o que est�� acontecendo, para que ent��o, voc�� se possam dar mais efetividade �� resolu����o do conflito��que voc�� est�� se propondo a fazer. Ent��o, a quest��o �� essa �� ajudar as pessoas a entenderem o que elas est��o experimentando, se n��o realmente o que a gente est�� vendo por ai, muita gente��chamando de media����o de concilia����o��, e��n��o faz a menor ideia do que ��.��O��pr��prio Judici��rio, o��pr��prio C��digo de Processo Civil faz uma confus��o danada com isso.��Imaginam um leigo ou um advogado que vive o dia a dia do Judici��rio,��se a pessoa n��o vai saber, mesmo que a media����o e ela vai confundir, �� importante que as pessoas se informem��e ��procurem profissionais adequados para��orient��-las.

Gabriel::   12:21
Falando um pouquinho dessa essencia��da media����o, como que os colegas advogados, que est��o nos escutando, podem identificar isso de fato. Como que eles��v��o saber se���� media����o mesmo��.E o que n��o seja, quais s��o os princ��pios que v��o determinar.

Leandro::   12:35
Uma parte tem que falar, a outra parte tem que falar.��A��partir dessa escuta, seja ou da leitura. Foi uma comunica����o escrita, n��o importa .A partir dessa comunica����o inicial,������preciso que o mediador��formule alguma coisa em cima disso,��que a gente chama de��resumo, da identifica����o das quest��es, da percep����o dele, do que precisa ser trabalhado.��Ent��o, �� preciso ter esse terceiro momento para ent��o o mediador confirmando com as partes o que est�� acontecendo. O que precisa ser trabalhado? Ele possa ent��o ajudar as partes��se organizarem esse conflito, a identificarem os pontos que precisam ser trabalhados e ajudar as pessoas a desembolar o n�� desse conflito. Isso significa que��,vamos falar primeiro disso. Depois que estiver resolvido, n��s vamos falar desse segundo ponto, para depois passar por terceiro, para o quarto e quinto e depois que tudo tiver entendido, todas as cartas tiveram na mesa todas as informa����es tiverem sido colocadas. Ent��o a gente pode come��ar a pensar em possibilidade de solu����o. Passa por um outro momento, que o momento da negocia����o propriamente dita. Em que a��, com todas as informa����es na mesa, as tens��es aliviadas, os conflitos emocionais j�� trabalhados, os direcionamentos j�� feitos, o que precisa ser focado do que n��o �� relevante do que �� importante,��do que n��o ��. A��, voc�� come��a tendo j�� preparado inclusive as partes para isso, a ideia que voc�� chega nesse momento de negociar com as partes bem preparadas. Se voc�� fez um bom trabalho, essa negocia����o vai ser muito efetiva,��que as partes comecem a apresentar propostas��,a��tal da chuva, de ideias, fazer um brainstorm e ali vamos colocar ideias na mesa. Vamos trabalhar a proposta e come��ar a trabalhar essas propostas. E �� quase que natural que se voc�� fez um bom trabalho antes, as partes entenderam a proposta da media����o, conseguiram se expor, perceberam que elas foram escutadas, que outro lado entendeu, que o mediador entendeu, que todas as quest��es foram devidamente esclarecidas, que elas conseguiram ter oportunidade��de colocar suas propostas, suas sugest��es. Ent��o �� quase que natural que as propostas elas v��o ser bem direcionadas, e depois���� s�� meio��que encaixar as pe��as para que dali surja alguma coisa que, se n��o resolver todo o conflito, pelo menos vai direcionar as partes nesse sentido. E a�� voc�� constr��i ent��o a solu����o. Ent��o, assim, quando a gente fala de media����o, a gente est�� falando de um foco muito bem colocado nesses princ��pios, nesse procedimento, para que o conflito que foi trazido possa ser resolvido, e onde que a gente v�� muitas pessoas se perdendo, muitas pessoas se perdem,��quando o mediador n��o d�� conta de se manter como mediador e quer adaptar,��quer dar��opini��o, quer��dar��sugest��o��, quer interferir, porque ele acha que as partes n��o est��o��enxergando��o que��ele acha que a solu����o ideal,��o que ele acha, ��que deve ser feito. Um outro erro��muito comum tamb��m, quando o mediador talvez para outra forma����o que ele tenha. Ele acho que tem que fazer terapia��com as pessoas tem que come��ar a psicologizar,����a��constelar, a fazer com que as pessoas entendam as vidas��passadas e os problemas��qu��nticos ou��qualquer coisa delas. Nada contra,��s�� estou querendo deixar claro que a ideia aqui, que tudo tem que ser muito bem esclarecido. Se n��s estamos falando de media����o, n��s n��o estamos falando de terapia,��n��s n��o estamos falando de arbitragem, n��s n��o estamos falando de concilia����o. N��s n��o estamos falando de constela����o.��Estamos falando��de media����o. Ent��o, se o que voc�� est�� vendendo para a pessoa a media����o, que isso seja muito bem colocado, ent��o, simplesmente saber o que voc�� est�� vendendo e a parte tem que saber o que ela vai comprar. A��ess��ncia da media����o, da minha vis��o, �� isso, foco na resolu����o do conflito, com princ��pios bem estabelecidos, de uma metodologia bem clara.

Gabriel::   16:28
Eu enxergo muito mediador, n��o sei se voc�� concorda, mas como um especialista e na comunica����o na negocia����o, ele consegue enxergar aquele fen��meno lingu��stico que est�� acontecendo ali na frente dele, de pessoas brigando, de pessoas divergindo, ele consegue��enxergar��de uma forma diferente que as partes. E o objetivo dele �� justamente fazer com que a outra��parte sinta empatia pelo outro��. ����fazer com que um��entenda��o lado do outro e depois que ele conseguir��fazer isso,��pensar na��solu����o e ��em propostas.��Para��mim a����diferen��a��clara da media����o para a concilia����o. �� que��em uma��audi��ncia de concilia����o. A primeira coisa que o conciliador vai perguntar �� se ambas as partes��tem proposta.����Na media����o ����muito diferente. Primeiro, �� importante que existe espa��o para esse di��logo, depois as partes v��o divergir, e��a��partir dessa diverg��ncia �� que elas v��o tentar criar algo,��se poss��vel,��bom para os dois lados. E �� poss��vel sim que exista��solu����es para dois lados. Existem v��rios casos de sucesso da media����o no Brasil. Apesar disso, ainda��vejo��um pouco de preconceito por alguns advogados,��pelo mercado, assim como um todo. Tem gente que acha que a media����o abra��a ��rvore, mas na verdade �� bem diferente. Uma ci��ncia mesmo.��Acho que o mediador, al��m��de��saber��conduzir��uma mesa, ele vai saber negociar na sua vida pessoal, vai saber comunicar de uma forma mais efetiva. Ele vai ser um gestor melhor de equipe. Ent��o s��o habilidades que��para qualquer pessoa seria bem interessante.����N��o sei se voc�� concorda, Leandro.����

Gabriel::   18:11
Uma outra quest��o que eu queria saber, onde o advogado��entra nisso��tudo?��A gente falou��muito do mediador. Mas qual �� o papel do advogado em uma media����o?

Leandro::   18:21
Eu concordo com voc��. Queria s����aproveitar sua fala para fazer uma coloca����o, porque a gente tem muita tend��ncia de falar mal da concilia����o, do Instituto da Concilia����o e resumir o Instituto da Concilia����o ao que tem sido praticado no Judici��rio. E a verdade. E assim eu estou falando aqui do que tem sido praticado como judici��rio, de maneira geral, porque, obviamente voc�� tem bons conciliadores. Voc�� tem bons mediadores, voc�� tem bons ju��zes e��tem bons profissionais como qualquer ��rea.�� Mas o que a gente tem visto, infelizmente, prevalecer,em sua maioria, s��o pr��ticas que precisam ser muito melhoradas para chegar perto do que a gente imagina que seja uma concilia����o, do que seja uma media����o. Mas isso tem todo um contexto de que eu acho que��n��o �� o objetivo da nossa conversa, que fica para um outro momento, n��o vou polemizar��aqui��n��o.��Mas o pr��prio Instituto da concilia����o, ele pode ser muito efetivo, se for bem conduzido. O grande problema �� que a concilia����o no Judici��rio��tem��se resumido a isso que voc�� est�� falando.��"E��ai doutor tem proposta?��Doutora tem proposta?���� melhor fazer acordo, porque, se n��o fizer aqui falar mesmo, ju��za, j�� viu, n��?��"�� aquela situa����o em que voc�� est�� sendo pressionado, est�� sendo coagido, est�� sendo for��ado, sem t��cnica nenhuma, sem cuidado��nenhum. Uma��concilia����o��pode ser muito bem conduzida, pode ser muito bem feita, ser��muito efetiva.�� Se ela for, por mais ir��nico que possa��parecer, conduzida de uma maneira muito similar �� media����o.�� Porque na ess��ncia, os princ��pios da concilia����o e a metodologia da concilia����o n��o s��o muito distantes do que se espera de uma media����o. Os princ��pios s��o basicamente os mesmos, da autonomia da vontade, da imparcialidade, independ��ncia do conciliador. Voc�� ter��um momento l��, de apresenta����o inicial, de ouvir as partes e tentar fazer com que elas negociem.�� Ou seja aquela evolu����o toda �� muito pr��xima. Eu, se algu��m me pedir��para atuar como conciliador, n��o vejo problema nenhum. S�� que n��o vai esperar de mim��aquela concilia����o do��" e ai��doutor, tem acordo? "��N��o �� isso��, a diferen��a e talvez, seja algo mais pr��ximo do que as pessoas costumam confundir com a media����o avaliativa, porque, para mim, media����o avaliativa��n��o se confunde propriamente com concilia����o, mas talvez seja algo mais pr��ximo.

Gabriel::   20:38
O que �� a media����o avaliativa, pra quem nunca escutou

Leandro::   20:42
Na minha vis��o, o que eu entendo da media����o��avaliativa.��Aquela media����o em que voc�� busca um mediador que seja algu��m da ��rea do conflito, que entenda das quest��es t��cnicas de fundo��que est��o sendo tratados. Por exemplo, tem um conflito na ��rea de engenharia, eu chamar algu��m que entenda de engenharia, n��o necessariamente engenheiro, mas algu��m que entenda dessa ��rea. Ent��o, a media����o avaliativa, na minha vis��o, �� voc�� ter um profissional da ��rea que ele, ent��o, vai ter uma condi����o mais t��cnica, de avaliar, junto com as partes poss��veis caminhos. N��o necessariamente colocando propostas, n��o necessariamente dizendo o caminho, mas ele tem um conhecimento t��cnico��,que ajuda as partes��, com��olhar mais t��cnico, enxergar esses caminhos mais espec��ficos, mais t��cnicos��. Que para mim isso n��o �� concilia����o. A concilia����o �� quando o conciliador, depois de ter feito todo o seu trabalho junto com as partes, de escuta, de promover a comunica����o entre as partes, facilitar essa comunica����o, ajud��-las a enxergarem solu����es. Diante do impasse, o conciliador ent��o, estaria autorizado a apresentar algumas op����es adicionais. Mas de forma nenhuma, de uma maneira a coagir��, de maneira��a impor e��de forma alguma��de cara propondo. ����poss��vel voc�� fazer��uma boa concilia����o, conduzindo ela de uma maneira muito pr��xima da media����o. Mas que diante do impasse l�� na frente, voc�� estaria autorizado ajudar as partes a se envolver na constru����o desse acordo. Ent��o �� essencialmente isso. Ent��o era essa a ressalva que eu queria te colocar. Respondendo ent��o a sua pergunta de onde buscar esse servi��o de media����o.

Gabriel::   22:29
No caso, onde buscar esses servi��os de��media����o����e tamb��m qual��o papel do��advogado��nesse procedimento. O��que��ele pode fazer,��a�� tamb��m entrando��no aspecto pr��tico. Como que a media����o pode ser interessante para os advogados? Para escrit��rio de advocacia?���� poss��vel��ganhar mais dinheiro com media����o?

Leandro::   22:49
Vamos por partes, primeiro que,��para j�� deixar muito claro, eu entendo que o advogado �� essencial numa media����o, ele�� �� fundamental��em uma��media����o.Para um mediador, ter as partes acompanhada por um advogado facilita enormemente o trabalho do mediador. Por que? Porque o mediador e n��o est�� ali para poder dar orienta����es ou aconselhamento, ou dizer para as partes os caminhos, ou��o que elas t��m que fazer. Ou at�� mesmo prestar esclarecimentos jur��dicos, o que quer que seja. Ent��o o mediador, ele fica mais travado, fica mais limitado.��Se ele tiver diante de partes que n��o est��o devidamente instru��das, que n��o sabem dos seus direitos, n��o conhecem esses direitos.����O��mediador diante de uma situa����o em que ele perceba que h�� um desequil��brio entre as partes��, nesse n��vel de informa����es, e no acesso a esclarecimentos, ele n��o pode interferir nisso. Ent��o ele muitas vezes at�� que suspender a media����o at�� chegar ao ponto de encerrar a media����o quando ele perceber��que n��o tem como continuar diante da aus��ncia de informa����es��. Se��essas pessoas s��o acompanhadas dos advogados. E tem muito mediador. Tem preconceito com advogado, que acha��que �� advogado��atrapalha. Eu entendo que advogado s�� atrapalha��se o mediador n��o souber conduzir a media����o. Que mesmo se o advogado estiver resist��ncias, s�� vai��"atrapalhar", se ele n��o tivesse se sentido seguro naquele ambiente. E o mediador �� a pessoa que tem essa fun����o de dar as��partes seguran��as para elas estarem nesse ambiente da media����o. E quando eu falo parte, eu incluo o advogado nessa nessa minha fala. Ent��o, se o advogado est�� resistindo��, se est����atacando �� porque n��o est�� se sentido seguro, ele n��o foi devidamente informado, ele n��o est�� sendo devidamente valorizado. Ele est�� sentindo que h�� um desequil��brio ou que alguma coisa que n��o est�� funcionando ali. Ent��o, cabe ao mediador acolher bem esse advogado e fazer essa media����o funcionar. Ent��o, na minha vis��o, o advogado �� essencial. Ent��o, mesmo aquele advogado mais picuinha, mais brig��o, mais contencioso. Se o mediador souber��conduzir bem, ele vai conseguir trazer esse advogado para a mesa.��N��o �� sempre, ��s vezes, �� uma quest��o de voc�� saber o seu limite como mediador. Voc����n��o vai bater de frente, n��o vai for��ar o advogado.����Porque assim como as partes, o advogado tamb��m tem��autonomia para poder ��estar ali e ajudar o seu cliente a decidir estar ali ou n��o. Isso tem que ser respeitado, mas �� poss��vel sim, voc�� pelo menos fazer com que o advogado se sinta bem naquele ambiente e que a partir disso, ele ent��o tome a sua decis��o estrat��gica.��Porque pode ser a estrat��gia dele n��o querer conduzir a media����o, mas pelo menos estar��sentindo bem naquele ambiente. Agora, o advogado colocando agora, trazendo a vis��o para o advogado, porque escolher��a media����o. Ser�� que vale a pena para mim, enquanto advogado, como profissional, eu vou ganhar dinheiro com isso, n��o vou, onde procurar um bom servi��o de media����o, todas as quest��es mais pr��ticas, a��, sobre a����tica do advogado.

Gabriel::   25:56
O advogado��pode ser mediador tamb��m. Ent��o, voc�� gostou do instituto,��se faz sentido, pode ser, pode estudar, eventualmente, ter uma forma����o��em media����o. Isso torna o mediador. Mas al��m disso, tamb��m pode atuar na pr��pria advocacia de uma forma mais colaborativa.

Leandro::   26:12
�� fundamental que o advogado,��nessa coloca����o sua ,��Gabriel. Que ele se posicione bem a cada momento. Porque ele, enquanto advogado de uma parte, ele ����advogado e����n��o �� mediador. A gente ��s vezes v��,���� muito comum, o advogado que leva seu cliente para media����o��, e��quer fazer o papel do mediador. Ent��o, assim ele tem que saber que aqui ele���� advogado. E quando ele est�� como mediador,��ele saber��que n��o �� mais advogado.��O que���� fundamental���� que����o profissional ��consiga trocar de����chap��u, dependendo da posi����o que ele est��. Mas ����sim,��um outro campo de trabalho, muito interessante para o profissional do direito.��Se ele quiser ampliar sua ��rea de atua����o, al��m de atuar como advogado,�� se quiser atuar com mediadores tamb��m pode. Desde que ele saiba��muito bem estabelecer��os limites da sua atua����o. Em que momento ele �� advogado.��Em que momento ele �� mediador.��E�� em��que o ambiente est�� se vendendo, vendendo seu servi��o como advogado, vendendo seus servi��os com o mediador. Mas s��o duas ��reas plenamente compat��veis e que s��o campos muito interessantes para se trabalhar. E podem, dentro dessa perspectiva, potencializar os ganhos, potencializar as atividades de um profissional do Direito. Mas, enquanto advogado que ele tem que pensar, tem que pensar o seguinte.��Hoje estamos trabalhando com um direito que n��o �� mais o direito de dez, quinze, vinte anos atr��s. Hoje as pessoas buscam um profissional do Direito que querem solu����es. As pessoas querem solu����es r��pidas��,��efetivas e que tem para ela o retorno que elas buscam. Ent��o aquele profissional do direito, aquele advogado conservador das antigas, que acha que s�� existe um jeito de resolver os conflitos, que �� o Judici��rio.��"Vamos��entrar��com a a����o v��o processar?"��Esse profissional��tende cada vez mais a perder espa��o. Por que? Porque��para o cliente, o neg��cio dele n��o �� litigar, para o cliente o����lit��gio, a contenda, o processo no Judici��rio, demorado, longo; eu to��falando do cliente m��dio, est��, sempre vai ter aqueles que foge da curva, que �� aquele que n��o est�� de m�� f�� e que faz uso do contencioso, faz uso do processo longo e demorado e conturbado a seu favor. Mas isso �� um percentual muito pequeno dos clientes. A grande maioria das pessoas, elas querem resolver porque, mesmo quando elas est��o erradas, elas sabem que precisam��resolver. Ent��o, o advogado que vende apenas o processo longo de judici��rio, de anos, com recursos, mas recusa at�� o STF, que vai durar de cinco dez, quinze, vinte anos. Esse advogado, ele vai acabar ficando s�� com aqueles clientes que querem fazer uso desse processo longo, demorado. Porque nem o Judici��rio mais t�� querendo estimular isso. Hoje, o movimento pr��prio judici��rio �� o inverso.��Estimular as pessoas a resolver seus conflitos de outras maneiras.��Ent��o pr��prio judici��rio, hoje abra��a a negocia����o, a media����o, a concilia����o, arbitragem.��Para o advogado estar atento a isso �� fundamental.��Qual �� o nicho de mercado que eu quero?

Gabriel::   29:22
Eu acho assim, que primeiro, que �� um dever ��tico do advogado,��fundamental, ele precisa demonstrar a melhor solu����o para o nosso cliente. Ent��o, se a gente n��o pensou na possibilidade de um acordo, se a gente nem��tentou negociar. Eu entendo que talvez a gente n��o est�� cumprindo a nossa fun����o ��tica. Al��m disso, se for olhar nas grandes empresas que sempre utilizar o Judici��rio ao seu pr��prio favor��,em geral, est��o perdendo mercado. Se voc�� pegar as empresas de tecnologia hoje, que est��o cada vez mais avan��adas. Voc�� ganhar dinheiro por meio de processos contra os seus pr��prios clientes, �� algo completamente impens��vel. Eu��tenho certeza��que o NuBank��jamais faria��algo assim, por exemplo. E as outras empresas que est��o come��ando a dominar o mercado. Ent��o, talvez at�� as grandes empresas de hoje ainda utilizem��essas medidas, mas no curto prazo, em poucos anos, as grandes empresas v��o querer fazer isso mais, porque��isso n��o faz����sentido e pode parecer uma realidade muito distante. Mas hoje, com a internet, com o consumidor cada vez mais empoderado, os h��bitos est��o mudando para todo mundo. Ent��o todo mundo quer��tudo instant��neo.��Usa Spotify,����usa��Netflix. Eu��vou no advogado, que o advogado n��o conversa comigo, n��o me da��andamento processual, n��o d�� not��cias e ainda busca��o lit��gio a todo��momento, n��o tenta fazer um acordo. Talvez esse tipo de��advogado, ��realmente ele est�� tendo uma atua����o bem contraria, ao que se espera de um advogado atualmente.

Leandro::   30:53
E �� exatamente isso faz sentido. Porque o advogado deveria trabalhar com a media����o, porque ele vai ter um cliente mais satisfeito. Ele vai conseguir fidelizar melhor os seus clientes e fidelizando seus clientes.��E um cliente satisfeito atrai mais clientes. O��famoso boca a boca. Um cliente que veio,��te procurou e que voc�� resolveu, ajudou ele a resolver de maneira r��pida, efetiva, dando a ele o que realmente��lhe�� interessava. Voc�� vai conseguir um cliente, que vai continuar e que��vai trazer mais clientes. Com isso, voc�� reduz custos para o seu cliente, custos n��o s�� financeiros,��mas custos emocionais, de relacionamento etc. E voc��, tendo esse tipo de trabalho, executando esse trabalho. A��, a minha vis��o, eu entendo que um advogado que vir�� para o seu cliente e prop��e, "Olha, n��s podemos ficar vinte anos no judici��rio��ou resolver��isso, talvez em dois, tr��s meses."��Na minha vis��o, um advogado que consegue resolver o problema do seu cliente em dois, tr��s meses,��deveria��ser muito melhor remunerado do que ele vai fazer o seu cliente, fica vinte anos no Judici��rio.��Ent��o, que os advogados precisam aprender a fazer tamb��m, �� repensar a sua forma de remunera����o. Sempre quando foi elaborar o seu contrato de honor��rios,��de presta����o de servi��o, fazer a previs��o desse ganho. Independente se �� por media����o, concilia����o, negocia����o que for, e que n��o haja perda dos seus honor��rios. Pelo contr��rio, eu entendo at�� aqui. Quanto mais r��pido o advogado resolver, maior deve��ser seu percentual��a receber, maior deve ser remunera����o. Quanto mais ele demora para resolver, menos ele deveria receber. Assim, olhando sobre perspectiva do cliente. Obvio��que sobre a perspectiva do advogado, vai pensar��"Poxa, mas��vou ficar vinte anos trabalhando nesse caso e��receber menos." Pois���� ent��o, tem algum problema��ai se voc�� deixou esse caso ficar parado na justi��a vinte anos.��Mas���� o��problema do Judici��rio, pois ��,�� mas ser����que voc�� n��o tinha����outras formas resolver��isso para o��seu cliente fora do Judici��rio. Ent��o eu acho que tem ali, algumas forma de voc�� repensar a maneira como voc�� vende o����seu trabalho, e que voc�� pode valorizar muito mais a sua efetividade na agilidade, na celeridade com que voc�� resolve, dando mais satisfa����o para o seu cliente.

Gabriel::   33:06
Esse ponto �� muito importante. A gente recebe��muitas d��vidas��de advogados aqui, sobre precifica����o de honor��rios. Grande parte dos advogados,��tem d��vida��no contencioso,��imagina��na media����o, que ���� algo ainda mais mais novo.����Voc�� tem algum��BenchMark,��alguma dica��pr��tica mesmo.�� Voc�� j�� passou algumas, mas algo��ainda mais profundo sobre esse tema, que poderia compartilhar com os colegas?

Leandro::   33:32
o Gabriel��,em termos de honor��rio advogado, as regras, inclusive a se��pegar o c��digo de ��tica da OAB, estatuto��da OAB, tabela de honor��rios. O padr��o, o��par��metro �� o mesmo��se��for contenciosa, ou se for media����o,��No sentido amplo, e quais como precificar isso.��O que vai variar �� como que o advogado que trabalhar, ele quer trabalhar ��com valor hora, por ora de presta����o de servi��o. Uma forma, a�� vai ter o valor da hora de trabalho dele. Ele quer trabalhar com um pr�� labore inicial, ent��o vai��pagar X no in��cio e X por cento no final do processo em cima do que for o seu ganho.��Ent��o n��o tem regra,��o que a gente v�� no mercado,�� �� cada advogado buscando a forma que �� mais compat��vel com a sua maneira de trabalhar. Ent��o n��o tem que inventar algo diferente. N��o tem que mudar a forma como��voc�� trabalha.��T��m que ver se��esse��cliente que gosta de valor hora. Ent��o voc�� vai usar��a mesma metodologia para ele nesse trabalho. Esse �� um cliente que gosta de trabalhar com ��xito, ent��o ���� a mesma metodologia, ent��o n��o vejo muita diferen��a n��o.

Gabriel::   34:41
Eu acho que isso que��voc����trouxe��,��faz com que a gente relembre de algo que falamos��em outros podcasts,��que��a gente���� bem ref��m do��nosso cliente, que se a gente sabe��bem quem �� o nosso cliente. A partir disso, a gente consegue criar uma forma de precifica����o mais efetiva para esse cliente. Seja��de uma forma mais inovadora e pensando de alguma forma mais criativa que talvez o c��digo n��o disponha. Ent��o, utilizando o padr��o mesmo que pode ser muito eficiente, se a gente conhecer o nosso cliente e fizesse esse tipo de��proposta.����Leandro, sobre o mercado assim, da media����o propriamente dito, o que��voc�� v�� hoje, voc�� acha��que est�� sendo ��um bom mercado para se entrar.��Eu vejo��assim, de um lado, sou um grande entusiasta da media����o, de outro eu vejo muita gente que n��o est�� ganhando dinheiro com isso. Voc�� tamb��m v�� isso, como que se est�� percebendo?

Leandro::   35:36
Eu acho que a grande quest��o a��, para falar��algo que as pessoas falem,��"Ah o Leandro ta louco." Existe��uma diferen��a entre o mercado que existe, e o mercado que est�� sendo explorado. E a�� eu acho que esse �� o grande problema da media����o e dos��mediadores. Porque mercado existe muito para ser explorado pela media����o. S��o muitos advogados que est��o interessados, s��o muitas empresas que est��o interessadas. S��o muitas fam��lias que est��o passando por problemas que est��o interessadas, mas que n��o est��o sabendo��onde encontrar esses profissionais, como fazer e com muito medo do que existe por a��. Ent��o o mercado existe. Est�� a��, est�� pedindo, s�� que n��o est�� encontrando. Ent��o essa �� uma resposta. Ent��o gente querendo resolver de maneira efetiva, r��pida, com seus interesses��sendo atendidos em pouco tempo,isso tem muito isso �� na ��rea empresarial,na ��rea de fam��lia, na ��rea de sucess��es. Qualquer ��rea que voc�� pensar,��tem muita gente querendo resolver de forma r��pida. S����que muita gente desenformada ou com informa����es equivocadas, com experi��ncias ruins e com medo de testar de novo ou testar pela primeira vez a media����o. Ent��o o mercado existe.��Agora, qual �� o��problema, o problema���� que a gente tem um volume enorme de mediadores sendo formados, completamente perdidos, esperando cair do c��u a media����o no seu colo.����N��o vou aprofundar essa pol��mica. Mas �� a expectativa que existe em torno do Judici��rio. A grande quantidade de profissionais se formando em media����o e achando que tem que ser mediador judicial, para trabalhar no Judici��rio. Como expectativa, n��o sei qual ��, porque o mediador judicial, hoje essencialmente faz um trabalho volunt��rio. Ai��as pessoas��ficam��em torno da media����o judicial,��em torno do CEJUSC, em torno do do Judici��rio. Que ali que eles v��o ter um mercado. Mas��n��o �� ali que eles v��o ter um mercado. N��o existe mercado da media����o profissionalmente��falando no Judici��rio.��O que existe���� um servi��o que o Judici��rio est�� se propondo a prestar para pessoas que n��o tenham condi����es de pagar os��servi��os da media����o no ambiente privado. Um outro problema tamb��m, que est�� atrapalhando��o mercado da media����o, a forma como o Judici��rio est�� atuando. Mas n��o vou entrar nisso agora��porque n��o �� o��tema.������preciso que as pessoas tirem o foco da media����o judicial, tirem o foco do Judici��rio. Estou falando das pessoas que os profissionais que querem trabalhar com a media����o, e��que profissionais s��o esses. Sejam os mediadores, sejam os advogados e busque esse mercado que est�� latente, precisando ser trabalhado. Que �� o mercado dos escrit��rios��de advocacia,��o mercado das empresas,o mercado das fam��lias.��Querem ter uma solu����o r��pida e que tem condi����es de pagar um bom profissional,que n��o querem experimentar de novo ou experimentar pela primeira vez que j�� falaram tanto mal do da experi��ncia no Judici��rio que querem buscar um��ambiente��privado.��O que est�� faltando s��o esses profissionais aqui, da media����o, tirarem o olho do Judici��rio, entender que o mercado para eles ganharem dinheiro n��o �� no Judici��rio, no mercado privado da media����o. E a�� eles precisam ir nos escrit��rios, ir nas empresas e��ir nas pessoas do seu entorno, para poder explicar. Mais do que isso, chegar vendendo um servi��o adequado e a�� saber vender.��A��gente��volta na��primeira coisa que eu falei. O grande problema hoje da media����o �� que as pessoas n��o est��o sabendo trabalhar com media����o e a�� vendem um monte de coisa esquisita, chamando de media����o. A pessoa faz um cursinho de final de semana de media����o, vai numa palestra, j�� acha que �� mediador e sai por a�� fazendo qualquer coisa.����A pessoa vai fazer um curso de constela����o, acha bacana,����uma palestra de��constela����o��de final de semana, acha bacana e come��a a misturar a media����o com��constela����o. A pessoa formada em psicologia faz um cursinho de media����o e come��a a misturar media����o com terapia. A pessoa formada em Direito, aprende��media����o, come��a a misturar direito com media����o.��Ou seja, as pessoas precisam primeiro se preparar adequadamente para serem mediadoras, e depois come��ar a�� no mercado que est�� a��, precisando desse servi��o que n��o tem encontrado. Porque��o que est�� chegando neles n��o interessa, n��o tem qualidade, n��o atende as expectativas. E a�� voc�� come��a a ter interfer��ncia dos maus profissionais da media����o ruim que est����sendo praticada no potencial mercado que exista.��Eu��acho ������isso, o mercado existe. O que��precisa s��o as��pessoas saberem explorar esse mercado.

Gabriel::   40:28
Eu concordo muito, Leandro.��Acho que��o mercado j�� existe��.E assim��,eu fiz uma forma����o em media����o organizacional em S��o Paulo. Finalizei��no final do ano passado. E eu��to vendo um tanto��de psic��logo ganhando dinheiro, fazendo programas, ��de desenvolvimento organizacional, com base na resolu����o de conflitos��dentro daquela organiza����o. E, assim, quando a gente pensa na media����o, �� um m��todo ��para resolver conflitos e n��o necessariamente precisa de esperar��uma escalada do conflito final na judicializa����o do conflito, para que a gente realmente tome algum tipo de medida para ajudar as partes. Talvez a gente pode ir em uma empresa, quando est�� no est��gio��inicial de um conflito frio,��de guerras frias��na empresa, e entender porque aquele problema ta acontecendo. Talvez um problema organizacional e que a gente pode oferecer algum tipo de consultoria. Talvez �� realmente um problema entre l��deres da empresa,��pode ser uma media����o entre duas pessoas. Ent��o eu vejo que tem muita gente fora do direito ganhando��muito dinheiro com isso. S�� que quando��eu comparo a qualifica����o dessas pessoas, versos, os mediadores padr��es que vejo por a��, eu vejo que essas pessoas s��o realmente mediadores.��Gosto muito de uma frase do Diego Falei��,que ele falou uma vez��em��alguma palestra, salvo engano, "O��mediador ���� como se fosse um padre, e um��padre sempre vai ser padre dentro da missa e fora da missa,��e o mediador tamb��m." Para que voc�� consiga ser um mediador sempre, voc�� tem que se��transformar primeiro antes de buscar resolver o conflito dos outros. Se voc�� n��o sabe resolver seus pr��prios problemas, como��vai resolver os problemas das outras pessoas. Depois que voc�� consegue ter essa habilidade,��de enxergar��aos conflitos de uma forma diferente, de tantos conflitos entre duas pessoas e os conflitos organizacionais. A�� voc�� realmente pode ter v��rias possibilidades no mundo de startups, mesmo que eu vivo mais,��eu vejo, por exemplo que o��scrum master,��que �� uma profiss��o que est�� bombando no mercado. As fun����es principais que ele tem, ����facilitar a comunica����o da equipe, fazer com que a equipe entregue mais��, porque um mediador��n��o pode atuar��nisso. A��media����o pode ser uma boa��qualifica����o para esse tipo de profiss��o. Da mesma forma o pr��prio manager,��uma��profiss��o nova��que tem no mercado e ganha oito mil reais por m��s no in��cio de carreira muitas vezes.��A��facilita����o da comunica����o tamb��m ajuda muito. Outra ��rea que �� muito legal, que eu vejo que as habilidades de media����o podem ser legais. A��pr��pria ��rea��de vendas hoje, de��inside��sales , para que voc�� ainda hoje, a venda consultiva, voc�� precisa entender a necessidade de um lado. Depois que voc�� entende as necessidades de um lado, voc�� mostra as necessidades da empresa e v�� se tem��um casamento com um��acordo. Venda, muitas vezes, nada mais �� do que uma negocia����o, uma parte aceita, ela disse sim, a outra parte tamb��m aceita. Uma quer comprar��e a outra��quer vender.��Ent��o, eu, depois que o sai��mais do meio padr��o da media����o, comecei a ver que existe diversas possibilidades,��nesse sentido.��Eu acho que realmente��v��rias pessoas n��o est��o aproveitando.����

Gabriel::   43:41
Bom, Leandro.�� Hoje eu acho que foi um epis��dio, que se voc�� quer��aprender��sobre o tema, esteve no melhor lugar. Leandro ����um professor, ent��o, tenho certeza, que voc��s gostaram bastante da did��tica dele.��Queria saber se voc�� tem��mais algum recado final para��quem quer��aprender media����o, onde ela pode estar buscando isso. E se voc�� tamb��m quer passar��seu��contatos��ou alguma reflex��o final para os colegas advogados?

Leandro::   44:11
Bom, eu acho que a ideia final�� �� a seguinte, seja para falar bem, seja para falar mal de alguma coisa, voc�� tem que conhecer. Ent��o, tanto advogados como��outros��profissionais que��queiram��trabalhar, seja com advocacia na media����o, seja como mediador, �� fundamental que se informem, e que��sobretudo, quando a gente busca informa����o, a gente sabe qual �� a fonte da informa����o que a gente est�� buscando. Isso eu falo n��o s�� de textos na internet, mas de qualquer tipo de fonte, inclusive de cursos. Onde fazer cursos,��quem s��o profissionais que est��o por tr��s. Ent��o �� fundamental que voc�� procure se informar.

Leandro::   44:48
Eu obviamente, como todo mundo sabe, sou professor da PUC Minas. Sou coordenador de cursos do��IEC, ent��o eu tenho refer��ncia dos��cursos que eu coordeno e das aulas que o ministro na PUC Minas e��no IEC. As iniciativas do ICFML, que s��o����muito relevantes, que o Instituto de Certifica����o e Forma����o de Mediadores��Lus��fonos, que tem feito um trabalho fant��stico aqui no Brasil, a gente tem o CONIMA,��que o Conselho Nacional das Institui����es de Media����o e��Arbitragem, que tem muitos anos, que faz um trabalho excelente, especialmente na media����o. Dentro do pr��prio��CBRAC, que ����o Comit�� Brasileiro de Arbitragem.��A gente tem iniciativas muito legais,�� do GEMEP, que �� o grupo de estudos��de��media����o empresarial e�� privada . Ent��o assim,�� fundamental que se informe que procure saber, desencantar um pouco dessa hist��ria da media����o judicial. Como eu falei��aqui,��o mercado para quem quer trabalhar com qualidade na media����o n��o est�� no Judici��rio. Est�� fora do Judici��rio. Esse mercado precisa ser melhor explorado para a ideia de que eu vou fazer, porque �� de gra��a e o que muita gente tem feito com a media����o judicial, vou��fazer l�� no Judici��rio, que �� de gra��a. N��o necessariamente��voc�� vai ter um trabalho de qualidade. Existem, sim, muito bons mediadores, muito bons, conciliadores mas infelizmente, um n��mero muito pequeno de profissionais que hoje est�� no Judici��rio, com essa qualidade.��Ent��o risco de voc�� ter uma experi��ncia��ruim �� muito maior, o risco de�� voc�� oferecer��para o seu cliente uma experi��ncia �� muito maior. Ent��o procure se informar,��valorize o seu profissional, quem �� da media����o, valorize��o seu trabalho, quem trabalha de gra��a, quem cobra barato n��o �� valorizado. O mercado entende dessa forma, �� fundamental se valorizar e valorizar o servi��o que voc�� quer. Ent��o essa mensagem final que eu queria passar para voc��s.

Gabriel::   46:38
muito obrigado, Leandro. Eu deixo��uma reflex��o final tamb��m para os colegas advogados, de aplicar isso no dia a dia de voc��s. ��s vezes voc�� est�� querendo vender media����o para outras pessoas, mas talvez���� dentro do seu pr��prio escrit��rio existem conflitos a�� que est��o impedindo que seu escrit��rio performe mais e que desenvolva��projetos.��Por exemplo, de novas atua����es, como na pr��pria media����o. Ent��o, se a gente come��a a ter esse olhar de dentro para fora, a gente consegue arruma a��casa certinho arrumar��os gargalos, resolver todos os problemas de gest��o e de procedimentos, e de pessoas����envolvidas.��A��partir disso a gente consegue realmente pensar em novas formas de de capta����o de clientes e aquisi����o de��clientes��e aqui, no podcast ��a gente tem muito material sobre marketing jur��dico,��se��voc�� quiser atuar em media����o, que bom��voc�� j����definiu��o seu nicho. Agora, realmente criar uma estrat��gia eficiente de��capta����o de clientes e de fideliza����o de clientes. E eu tenho certeza que se voc�� seguir passo a passo��o que a gente��passou, voc�� tem grande chance de fazer com que isso de certo.����

Gabriel::   47:38
Adicionar novamente a todos pela aten����o. Se voc�� gostou do epis��dio, compartilhe ��com um colega advogado ou�� colega advogado. T amb��m marca a gente nas redes sociais. A gente ��v�� na pr��xima quarta feira Abra��o!